Cume - Escalando Montanhas

5/11/2008

Barack Obama

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 17:43

A vitória de Obama


O que torna histórica a vitória de Obama -
Há muitos componentes para justificar a natureza histórica da eleição de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos. O primeiro e mais evidente é a cor da pele dele. Entre nós Omaba seria chamado de mulato. Para os norte-americanos ele é negro. E não faz mais do que 44 anos que a um negro foi permitido nos Estados Unidos entrar em transporte coletivo e ocupar o assento que quisesse. Obama foi suficientemente esperto para não se apresentar como o candidato dos negros. Ou dos negros e dos hispânicos. Ou dos negros, hispânicos e demais minorias que compõem o extraordinário mosaico multiracial da pátria de todos os migrantes. Obama se ofereceu como o candidato para além das raças. Como um genuíno representante do país de todas as raças. E essa foi uma das razões de sua vitória. Ela é também histórica porque pela primeira vez nos últimos 100 anos - ou mais - os norte-americanos elegeram um candidato de fora do establishment dos partidos. O candidato do establishment do Partido Democrata era a senadora Hillary Clinton, mulher do ex-presidente Bill Clinton, que por oito anos governou o país. A escolha de Hilary era pule de dez até ela esbarrar em Obama. E quem era Obama antes de se consagrar presidente dos Estados Unidos? Um líder comunitário que em 1996 foi eleito ao Senado de Illinois (orgão integrante da Assembléia Geral de Illinois, que constitui o poder legislativo local). Foi reeleito em 2000. E somente em 2004 se elegeu senador dos Estados Unidos. Seu atual mandato deveria terminar em 2011. É duplamente jovem, portanto. Tem 47 anos de idade e apenas quatro como frequentador assíduo da corte em Washington. Seria impensável que alguém com tão pouca experiência política e que jamais ocupou um cargo executivo fosse capaz de de derrotar, primeiro, a máquina do Partido Democrata se impondo como candidato. E, depois, a máquina do Partido Republicano que por duas vezes elegeu Bush presidente. E aqui vai outro componente a mais para reforçar o caráter histórico da eleição de Obama: quem ganhou foram aqueles que acreditaram que era possível, sim, renovar a política norte-americana. "Yes, we can", berraram cerca de um milhão de pessoas que se juntaram ontem à noite em um parque de Chicago para ouvir Obama falar. "Yes, we can", repetiram milhões de outras pelo país a fora. A vitória de Obama foi arrasadora. Ele ganhou com folga no Colégio Eleitoral e no voto popular. E os norte-americanos ainda lhe deram maioria no Senado e na Câmara dos Deputados. Sempre se poderá dizer que o maior cabo eleitoral de Obama foi Bush com seu desastroso governo. E que a crise financeira que sacode o mundo ajudou a sepultar as últimas chances de McCain se eleger.


Tudo isso é verdade - e daí? Nada diminui o brilho de uma vitória que em março último, vejam bem, há apenas oito meses, parecia mais do que improvável. Pois bem: em prazo tão curto, Obama soube vender de forma convincente o sonho da mudança. E, mais importante: soube levar milhões de norte-americanos a se comportarem como agentes da mudança. Por um lado, a campanha dele foi convencional porque dispôs de todos os recursos postos à disposição de qualquer campanha que tenha dinheiro. Por outro lado, foi uma campanha atípica, heterodoxa. Porque dependeu para que desse certo da intensa participação dos eleitores. Foi isso que explicou o elevado grau de comparecimento às urnas de eleitores que não são obrigados a votar. Em janeiro, quando despachar pela primeira vez no Salão Oval de Casa Branca, Obama certamente sentirá saudades dos meses de campanha e se lembrará deles como meses relativamente amenos e agradáveis se comparados com os que terá pela frente.
Por Ricardo Noblat in oglobo.globo.com

*

ANÁLISE-

Obama aponta armas para 'era Greenspan' -

Emily Kaiser in Reuters - WASHINGTON -
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, com o apoio de uma sólida maioria democrata no Congresso e uma opinião pública furiosa com a crise de crédito, terá a chance de reescrever as regras do sistema financeiro adotadas na "era Greenspan". Pesquisas de boca-de-urna mostraram que a economia figurou como fator principal na clara vitória de Obama sobre o senador republicano John McCain, na terça-feira, dando ao novo presidente um mandato inquestionável para adotar uma nova postura em relação ao capitalismo, algo que Obama defendeu ao longo de sua campanha.

"Em um momento como este, não podemos arcar com mais quatro anos de gastos crescentes, cortes de impostos pensados de forma precária ou uma falta completa de supervisão reguladora, algo que mesmo o ex-presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA) Alan Greenspan agora acredita ter sido um erro", escreveu Obama em um artigo publicado nesta semana no jornal The Wall Street Journal. Para os mercados financeiros dos EUA — e de outros países que seguiram o exemplo das bolsas norte-americanas — isso significa provavelmente uma enxurrada de leis com vistas a proteger os proprietários de imóveis e os devedores, ao mesmo tempo em que aumentariam as restrições para os bancos e para os investimentos que vendem. Obama propôs ainda adotar um plano de estímulo ao crescimento econômico que incluiria gastos com obras de infra-estrutura. E o presidente eleito defende reformar a lei de falência a fim de ajudar os proprietários de imóveis e facilitar a reestruturação de hipotecas problemáticas. Greenspan, um defensor convicto do livre mercado, recebeu o apelido de "o maestro" — o mandato dele à frente do Fed coincidiu com um longo período de forte expansão da economia. No entanto, mais recentemente, o ex-presidente do banco central tornou-se um símbolo da desregulamentação e um alvo de críticas por ter permitido que as instituições financeiras escapassem da supervisão do governo. Enquanto os prejuízos acumulavam-se em todo o mundo, no final de outubro, Greenspan reconheceu ter errado "parcialmente" ao resistir à intervenção do poder público para regulamentar alguns tipos de investimento. "Os que, dentre nós, apostaram no interesse de autopreservação das instituições credoras para proteger o investimento dos acionistas — eu em especial — encontram-se em um estado de descrença", afirmou o ex-presidente do Fed ao Congresso. Obama não terá o luxo do tempo. Há poucas dúvidas de que a economia norte-americana caminha para uma recessão, talvez a mais profunda desde os anos 70, e a economia global enfrenta o perigo real de sofrer sua primeira desaceleração em sete anos. Líderes do mundo todo não vão esperar pela posse do novo presidente a fim de planejar a maior reforma do sistema financeiro global desde a Grande Depressão (nos anos 30). Obama, no entanto, não deve participar do encontro de 15 de novembro do Grupo dos 20 (que reúne países ricos e emergentes). A reunião foi convocada para discutir a crise financeira. Os investidores não têm dúvida sobre a chegada de regras mais rigorosas. "Os participantes do sistema financeiro como um todo deveriam ter em mente que o senador Obama enviou um sinal muito claro sobre pretender adotar uma agenda ativa como presidente", afirmou William Donovan, do escritório de advocacia Venable (de Washington) e ex-consultor-geral da Associação Nacional das Entidades de Crédito Federal dos EUA.

Saiba mais:ANÁLISE-Obama aponta armas para 'era Greenspan' - Estadao.com.br

*

Obama já soma 349 votos no Colégio Eleitoral

- AE/AP - Agencia Estado -
WASHINGTON -
Com 92% dos votos apurados, o democrata Barack Obama tinha 52% das preferências e 349 votos no Colégio Eleitoral. Já o republicano John McCain aparecia com 47% e 147 votos no Colégio. Nos Estados Unidos as eleições são indiretas e o voto popular é convertido em delegados no Colégio Eleitoral. Para vencer, um candidato precisa de pelo menos 270 dos 538 votos no Colégio. Desta forma, Obama já escreveu seu nome na história dos Estados Unidos ao ser eleito o primeiro presidente negro na história do país.

A vitória de Obama representa um forte rechaço à gestão de George W. Bush, no fim de seu segundo mandato. O máximo que Bush conseguiu no Colégio Eleitoral nas duas eleições que venceu foi 286 votos. Além disso, Obama avançou sobre Estados que antes eram bastiões republicanos, como a Flórida, Indiana e Virgínia. Neste último, nenhum democrata vencia desde Lyndon Johnson em 1964.

O senador em primeiro mandato, de 47 anos, filho de uma mãe branca do Kansas e de um pai negro do Quênia, explorou o profundo descontentamento atual e prometeu uma era de mudanças e esperança ao longo de uma campanha impecável de 21 meses.

"Se há alguém que ainda duvida que nos Estados Unidos tudo é possível, pergunta se o sonho dos pais da pátria segue vivo, questiona o poder de nossa democracia, esta noite tem sua resposta", afirmou Obama em seu primeiro discurso como presidente eleito. Falando diante de uma multidão em um parque de Chicago, ele afirmou que o país enfrenta "os maiores desafios: duas guerras (no Iraque e no Afeganistão), um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século". O novo presidente assume em 20 de janeiro, 43 anos depois do fim de uma lei que na prática impedia os negros de votar em muitos Estados do sul do país.

Congresso - Os democratas também conseguiram vantagem nas duas Casas do Legislativo. No Senado, asseguraram pelo menos 56 das 100 cadeiras, avançando sobre cinco postos antes ocupados por republicanos. Na Câmara dos Representantes, apareciam com 251 deputados, ante 171 dos republicanos, um ganho de 20 assentos dos democratas.

Joe Biden, companheiro de chapa de Obama, manteve seu cargo de senador por Delaware. Como ocupará a vice-presidência, seu posto deve ser ocupado por uma pessoa indicada pelo governador democrata de Delaware.

Os democratas John Kerry, de Massachusetts, Frank Lautenberg, de Nova Jersey, e Richard Durbin, de Illinois, conservaram seus postos no Senado. Os republicanos Lamar Alexander (Tennessee) e Susan Collins (Maine) conseguiram o mesmo. Já a republicana Elizabeth Dole perdeu seu assento para o democrata Kay Hagan, na Carolina do Norte.

Saiba mais:Obama já soma 349 votos no Colégio Eleitoral - Estadao.com.br

*

Democratas ampliam maioria no Senado e na Câmara -

O Globo - RIO -
Além de eleger o presidente dos Estados Unidos, os democratas conseguiram ampliar sua maioria no Senado e na Câmara dos Representantes. Com 56 cadeiras, eles têm cinco a mais do que o necessário para compor a maioria na Casa, de acordo com a emissora CNN. Os republicanos que tinham 49 assentos contabilizam agora 40. Os votos de Georgia, Minesota, Oregon e Alasca ainda estariam em questão. Na Câmara, a projeção do canal é de que os democratas fiquem com pelo menos 251 cadeiras contra 172 dos republicanos, com o resultado de 12 vagas ainda em apuração. Antes das eleições, os democratas tinham 235 assentos, contra 199 dos republicanos. Se os democratas conseguirem eleger 60 senadores - a chamada "super maioria" ou simplesmente maioria absoluta-, poderão impossibilitar os republicanos de bloquear projetos. Os cinco últimos assentos conseguidos pelos democratas foram os da Carolina do Norte, do Novo México, de New Hampshire e da Virginia. Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estavam em disputa nessas eleições, enquanto apenas 35 das 100 cadeiras do Senado estavam disponíveis. Veja abaixo algumas das prioridades dos democratas no Congresso: * A presidente da Câmara do Representantes (deputados), Nancy Pelosi, uma democrata da Califórnia, afirma que o principal objetivo será estabelecer um prazo para a retirada das tropas dos EUA do Iraque, o que liberaria mais militares norte-americanos para atuar no combate a militantes no Afeganistão e em outros países. * Os democratas querem reverter o que eles vêem como anos de regulação federal inadequada sobre a indústria financeira, o que teria ajudado a causar a atual crise em Wall Street e a execução recorde de hipotecas imobiliárias. * Estimular a economia. Isso pode ser feito, em parte, gastando bilhões de dólares na contratação de pessoas para reconstruir estradas e pontes antigas dos Estados Unidos, assim como reformar sistemas de esgoto. Obama também quer cortar impostos para a classe média e as empresas, que, segundo ele, são encorajadas a deixar o país levando consigo vários empregos de norte-americanos. * Ampliar o sistema público de saúde, talvez começando com a aprovação de um projeto vetado pelo atual presidente George W. Bush que prevê uma maior participação federal no programa de atendimento a crianças. * Levar os Estados Unidos rumo à independência energética, incentivando empresas petrolíferas a perfurar mais onde elas já estão, aumentar a conservação, acelerar o desenvolvimento de fontes de energia alternativas e coibir os especuladores no mercado de petróleo, culpados em parte pela escalada nos preços vista este ano. * Aprovar a legislação vetada por Bush que prevê a expansão do investimento federal para pesquisas com células-troncas embrionárias. * Após oito anos de nomeações de conservadores de direita contrários ao aborto para as cortes federais, Obama gostaria de nomear juízes mais moderados e liberais. * Criar uma legislação que permita aos trabalhadores se organizarem caso uma maioria deles decida participar de um sindicato. Isso permitiria que eles impedissem as eleições com voto secreto, que alguns críticos dizem ser manipuladas pelos empregadores. 

Saiba mais:Democratas ampliam maioria no Senado e na Câmara - O Globo

4/11/2008

De pai ou mãe

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 16:36

Necessidade de pai ou mãe

Cientistas eliminam necessidade de pai ou mãe na reprodução humana - Avanços de cientistas britânicos e brasileiros permitirão que casais homossexuais de qualquer sexo possam ter filhos com 100% do próprio material genético. Pesquisadores da Grã-Bretanha criaram espermatozóides provenientes de células-tronco da medula óssea de mulheres acabando com a necessidade de pai na reprodução. Karim Nayernia, cientista da Universidade de New Castle disse para a New Scientist que estaria esperando “permissão ética” da universidade para prosseguir com o trabalho que consiste em submeter o espermatozóide imaturo à meiose o que permitiria sua maturação e fertilização. "Em princípio, eu acredito que isso seja cientificamente possível", disse Karim. No futuro casais de lésbicas poderiam ter bebês sem utilizar sêmen masculino, já que uma mulher poderia fecundar a outra.
No Brasil
A revista também relata um experimento em andamento no Instituto Butantan, em São Paulo. Pesquisadores estariam criando óvulos a partir de células-tronco embrionárias de ratos machos.

Isso abriria a possibilidade para que casais gays masculinos também tenham filhos com 100% de seu próprio material genético. Isso permitiria que eles tivessem seus filhos sem a necessidade de uma mãe genética, mas apenas de uma barriga de aluguel para gestar o embrião.
O trabalho dos brasileiros foi publicado na revista científica Cloning and Stem Cells. Mas os pesquisadores afirmaram que não ainda puderam provar que os óvulos masculinos poderiam ser fertilizados para criar embriões viáveis à reprodução.





"Estamos agora começando experimentos com células-tronco embrionárias humanas e, se bem-sucedidos, o próximo passo será ver se óvulos masculinos poderão ser feitos a partir de outras células", disse a pesquisadora principal do estudo, Irina Kerkis. Para viabilizar este tipo de reprodução exclusivamente masculina, um dos homens doaria células epiteliais que seriam convertidas em um óvulo fecundado com um espermatozóide do outro parceiro. Em seguida o embrião seria implantado no útero de uma mulher que atuaria como barriga de aluguel. "Eu acredito que isso seja possível, mas não sei como as pessoas encarariam isso de forma ética", disse Irina. [BBC Brasil]

Obsessão por crescimento

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 16:24

Obsessão


  • Obsessão por crescimento

Mundo tem que abandonar obsessão por crescimento, diz revista -

Em plena crise global, com governos e mercados preocupados com uma possível recessão mundial, a revista especializada britânica New Scientist foi às bancas nesta semana com uma capa na qual defende que a busca por crescimento econômico está matando o planeta e precisa ser revista.

 

Em uma série de entrevistas e artigos de especialistas em desenvolvimento sustentável, a revista pinta um quadro em que todos os esforços para desenvolver combustíveis limpos, reduzir as emissões de carbono e buscar fontes de energia renováveis podem ser inúteis enquanto nosso sistema econômico continuar em busca de crescimento.


 

“A Ciência nos diz que se for para levarmos a sério as tentativas de salvar o planeta, temos que remodelar nossa economia”, afirma a revista.

 

Segundo analistas consultados pela publicação, o grande problema na equação do crescimento econômico está no fato de que, enquanto a economia busca um crescimento infinito, os recursos naturais da Terra são limitados.

 

“Os economistas não perceberam um fato simples que para os cientistas é óbvio: o tamanho da Terra é fixo, nem sua massa nem a extensão da superfície variam. O mesmo vale para a energia, água, terra, ar, minerais e outros recursos presentes no planeta. A Terra já não está conseguindo sustentar a economia existente, muito menos uma que continue crescendo”, afirma em um artigo o economista Herman Daly, professor da Universidade de Maryland e ex-consultor do departamento para o meio ambiente do Banco Mundial.



 

Para Daly, o fato de o nosso sistema econômico ser baseado na busca do crescimento acima de tudo, faz com que o mundo esteja caminhando para um desastre ecológico e também econômico, dadas as limitações dos recursos.

 

“Para evitar este desastre, precisamos mudar nosso foco do crescimento quantitativo para um qualitativo e impor limites nas taxas de consumo dos recursos naturais da Terra”, escreve.

 

“Nesta economia de estado sólido, os valores das mercadorias ainda podem aumentar, por exemplo, por causa de inovações tecnológicas ou melhor distribuição. Mas o tamanho físico dessa economia deve ser mantido em um nível que o planeta consiga sustentar”, conclui Daly, que compara a atual economia a um avião em alta velocidade e a sua proposta a um helicóptero, capaz de voar sem se mover.

 

  • Reformar o capitalismo

 

Mas essas mudanças no sistema não serão fáceis. Em uma entrevista à revista, James Gustav Speth, ex-conselheiro do governo Jimmy Carter (1977-1981) e da ONU, afirma que o movimento ambiental nunca conseguirá vencer dentro do atual sistema capitalista.




 

“A única solução é reformarmos o capitalismo atual. Os Estados Unidos cresceram entre 3% e 3,5% por um bom tempo. Há algum dividendo deste crescimento sendo colocado em melhores condições sociais? Não. Os Estados Unidos têm que focar em indústrias sustentáveis, necessidades sociais, tecnologias e atendimento médico decente, e não sacrificar isso para fazer a economia crescer. Eu não defendo o socialismo, mas uma alternativa não-socialista para o capitalismo atual”, diz.

 

  • Ele também faz críticas ao atual movimento ambientalista.

 

“A comunidade ambientalista, pelo menos nos Estados Unidos, é muito fraca quando falamos sobre mudança de estilo de vida, consumo e sobre sua relutância em desafiar o crescimento ou o poder das corporações. Nós precisamos de um novo movimento político nos EUA. Cabe aos cidadãos injetarem valores que reflitam as aspirações humanas, e não apenas fazer mais dinheiro.


 

Obsessão pelo crescimento

 

A revista também traz um artigo que discute o argumento de que o crescimento econômico é necessário para erradicar a pobreza e que quanto mais ricos ficam alguns, a vida dos mais pobres também melhora. É a chamada Teoria do Gotejamento.

 

Segundo Andrew Simms, diretor da New Economics Foundation, em Londres, este argumento, além de “não ser sincero”, sob qualquer avaliação, é “ impossível”.

 

“Durante os anos 1980, para cada US$ 100 adicionados na economia global, cerca de US$ 2,20 eram repassados para aqueles que estavam abaixo da linha de pobreza. Durante a década de 1990, esse valor passou para US$ 0,60. Essa desigualdade significa que para que os pobres se tornem um pouco menos pobres, os ricos têm que ficar muito mais ricos”.

 

Segundo ele, isto pode até parecer justo para alguns, mas não é sustentável.

 

“A humanidade está indo além da capacidade da biosfera sustentar nossas atividades anuais desde meados dos anos 1980. Em 2008, nós ultrapassamos essa capacidade anual em 23 de setembro, cinco dias antes do ano anterior”.

 

Ele ainda afirma ser impossível que um dia toda a humanidade tenha o padrão de vida dos países desenvolvidos.

 

“Seriam necessários pelo menos três planetas Terra para sustentar essas necessidades se todos vivessem nos padrões da Grã-Bretanha. Cinco se vivêssemos como os americanos”.

 

Para Simms, a Terra estaria inabitável há muito tempo antes que o crescimento econômico pudesse erradicar a pobreza.



 

Para que o mundo possa ter uma economia ecologicamente sustentável, segundo Simms, é preciso acabar com o preconceito de alguns em relação ao conceito de “redistribuição”, que, para ele, é o único modo viável de acabar com a pobreza.

 

“Só foi preciso alguns dias para que os governos da Grã-Bretanha e dos EUA abandonassem décadas de doutrinas econômicas para tentar resgatar o sistema financeiro de um colapso. Por que tem que demorar mais para introduzirem um plano para deter o colapso do planeta trazido por uma conduta irresponsável e ainda mais perigosa chamada obsessão pelo crescimento?”.

 

Saiba mais:

BBCBrasil.com | Reporter BBC | Mundo tem que abandonar obsessão por crescimento

 

3/11/2008

Nanonaves

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 18:19



 

 

Nanonaves viajam pelo corpo para destruir o câncer -

Minúsculas naves com uma carga que pode identificar e destruir tumores cancerígenos estão sendo testados em ratos e podem um dia trilhar a corrente sanguínea humana.

 

“Estas naves-mãe tem apenas 50 nanômetros de diâmetro, são mil vezes menores do que o diâmetro de um cabelo humano, e são equipadas com um conjunto de moléculas nas suas superfícies que as habilitam para descobrir e penetrar células cancerígenas no corpo”, explicou o bioquímico Michael Sailor, da Universidade da Califórnia, nos EUA. As nanopartículas brilham quando submetidas à luz negra (imagem acima).

 

Michael explica como estas naves microscópicas de destruição navegariam pelo corpo sem serem detectadas: “A idéia envolve agentes de encapsulação de imagens e drogas em uma ‘nave-mãe’ protetora que engana os processos naturais que normalmente removeriam estas cargas se estivessem desprotegidas.”

 

A idéia é outro importante passo em um amplo esforço dos pesquisadores em muitos campos nos anos recentes, todos com a mira nos tumores para entregar as drogas de maneira mais eficiente evitando o excesso e fazendo que cheguem dentro dos tumores, preservando as células saudáveis.

 

“Muitos medicamentos parecem promissores em laboratório, mas falham em humanos porque elas não alcançam o tecido doente em tempo ou em concentrações altas o suficiente para serem eficazes”, disse Sangeeta Bhatia, médico e bioengenheiro do MIT. “Estes medicamentos não tem a capacidade de evitar as defesas naturais do corpo ou discriminar os seus alvos do tecido sadio. Adicionalmente, nos faltam ferramentas para detectar doenças como o câncer nos estados iniciais de desenvolvimento, quando as terapias podem ser mais eficazes”.




Os cascos das naves foram criados com lipídios especialmente modificados (um tipo de gordura de armazenamento de energia) projetado para imitar os lipídios que cobrem as células naturais, permitindo que as naves evitem o radar do sistema imunológico do corpo. A construção camuflada foi testada em ratos, e as naves viajaram por horas antes de serem destruídas.

 

As naves foram preenchidas com medicamentos anti-câncer e óxido de ferro supermagnético e pontos quânticos fluorescentes. As nanopartículas de óxido de ferro permitem que as naves apareçam em escaneamentos feitos por equipamentos de Ressonância Magnética (RM), enquanto os pontos quânticos podem ser vistos pelo escaneamento de fluorescência.

 

“Podemos imaginar um cirurgião identificando um local específico de um tumor no corpo antes da cirurgia com RM, então, usando o scanner por fluorescência para remover todas as partes do tumor durante a operação”, disse Michael.

 

“Este estudo fornece o primeiro exemplo de um único nanomaterial usado simultaneamente para entrega de medicamentos e escaneamento múltiplo de tecido doente em animais vivos”, disse Ji-Ho Park, um estudante de graduação do laboratório de Michael, que participou da equipe.

 

A pesquisa, detalhada na revista científica alemã Angewandte Chemie foi financiado pelo U.S. National Cancer Institute, dos EUA.

Postado in hypescience.

Saiba mais:

Gmail - Nanonaves viajam pelo corpo para destruir o câncer - spinola.net@gmail.com

28/10/2008

O que o Big Bang I

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 15:27

O que é o Big Bang



O que é o Big Bang?

A Organização Européia de Pesquisa Nuclear (Cern) dará início na quarta-feira a experimentos para recriar o cenário verificado imediatamente após o Big Bang, a grande explosão que teria, segundo os cientistas, dado origem ao Universo.

 

A máquina conhecida como Grande Colisor de Hádrons (LHC) vai colidir dois feixes de partículas a velocidades próximas à da luz. Os pesquisadores pretendem fazer com que os raios circulem em uma direção no dia 10 de setembro. Mais tarde, farão com que circulem em direções contrárias, provocando colisões de partículas.

  • RECRIANDO O BIG BANG:

 

– Os testes finais envolveram injetar uma porção de partículas do acelerador do projeto dentro do túnel de 27 quilômetros do LHC e fazer com que girassem no sentido anti-horário por cerca de 3 quilômetros.

 

– O colisor pretende simular as condições verificadas milissegundos depois do Big Bang, que criou o Universo cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

 

– As colisões, nas quais ambos os grupos de partículas estarão viajando em direções opostas perto da velocidade da luz, serão acompanhadas nos computadores da Cern e de laboratórios do mundo todo por cientistas que pretendem descobrir, entre outras coisas, uma partícula que tornou possível o surgimento da vida.

 

Essa partícula difícil de ser detectada, chamada "bóson de Higgs" em homenagem ao cientista escocês Peter Higgs (que formulou, há quase 50 anos, a teoria sobre a existência dela), é apontada como a força misteriosa que garante a coesão da matéria.




 

  • O QUE É O BIG BANG?

 

– Recriar o Big Bang, que, segundo a maioria dos cientistas, é a única explicação para a expansão do Universo, deve mostrar como as estrelas e os planetas surgiram de um caos primordial instalado pouco depois dele, acredita a equipe da Cern.

 

– A característica essencial dessa teoria consiste em afirmar que o Universo nasceu de um pequeno objeto do tamanho de uma moeda mas que estava em um estado extremamente quente e denso.

 

– A expressão "Big Bang" foi cunhada em 1949 pelo cientista britânico Fred Hoyle para refutar uma teoria emergente que contrariava sua própria teoria de um "universo estacionário". Segundo Hoyle, o Universo sempre existiu e estava evoluindo, mas não se expandindo.

 

– Pelo modelo do Big Bang, o Universo expandiu-se rapidamente a partir de um estado primordial altamente comprimido, o que resultou em uma queda considerável de densidade e temperatura. Logo depois, o predomínio da matéria sobre a antimatéria (conforme se observa hoje) pode ter sido fixado por processos que também prevêem o decaimento do próton. Durante essa fase, muitos tipos de partículas elementares podem ter estado presentes. Depois de alguns segundos, o Universo esfriou-se o suficiente para permitir a formação de certos núcleos.

 

– A teoria prevê que quantidades fixas de hidrogênio, hélio e lítio foram produzidas. A abundância dessas substâncias vai ao encontro do que se verifica hoje. Cerca de 1 milhão de anos mais tarde, o Universo estava suficientemente frio para a formação dos átomos.

Reuters - Postado in portalexame.abril.com

 

*

 

  • Experiência subterrânea tentará reproduzir Big Bang em miniatura

Por Robert Evans

GENEBRA (Reuters) - Cientistas de um grande laboratório subterrâneo da Suíça vão realizar na quarta-feira um experimento para tentar repetir o "Big Bang" em pequena escala, tentando assim explicar as origens do universo e o surgimento da vida.

 

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) usará ímãs gigantes colocados dentro de cavernas do tamanho de catedrais para disparar raios de partículas de energia ao redor de um túnel de 27 quilômetros, onde vão colidir quase à velocidade da luz.

 

Computadores analisarão as partículas produzidas em busca de pistas sobre o que ocorreu no "Big Bang".

 

Cientistas do laboratório, administrado pela Organização Européia de Pesquisa Nuclear (Cern) e localizado aos pés das montanhas Jura, tentarão descobrir mais sobre conceitos nebulosos como "matéria escura", "energia escura", dimensões paralelas e, principalmente, o "bóson de Higgs", que teria tornado tudo possível.

 

"O LHC foi elaborado para mudar radicalmente a forma como vemos o universo", disse o diretor-geral francês da Cern, Robert Aymar. "Independente das descobertas que isso proporcione, a compreensão da humanidade sobre as origens do mundo se tornará muito mais rica."

 

Os cientistas da Cern esforçaram-se para rebater as sugestões feitas por alguns de que a experiência poderia criar pequenos buracos negros de gravidade intensa capazes de sugar todo o planeta.

 

O experimento deve repetir trilhões de vezes o momento ocorrido cerca de 15 bilhões de anos atrás quando, conforme crêem os cosmólogos, um objeto incrivelmente denso e quente do tamanho de uma moeda explodiu, expandindo-se rapidamente para criar as estrelas, os planetas e, um dia, a vida na Terra.

 

O esforço de 9 bilhões de dólares realizado na Cern, entidade da qual participam 20 países europeus, começa com um procedimento relativamente simples: injetar um raio de partículas no túnel subterrâneo.

 

Os técnicos tentarão primeiro injetar um raio em uma direção do colisor hermeticamente fechado e localizado cerca de 100 metros abaixo do solo.

 

Uma vez feito isso — e autoridades da Cern afirmam não haver garantia de que o experimento dê certo na primeira tentativa ou mesmo nos primeiros dias de tentativa –, os técnicos projetarão um raio, também a uma velocidade um pouco menor que a da luz, na direção contrária.

 

E então, talvez dentro das próximas semana, os cientistas injetarão os raios nas duas direções e farão com que as partículas colidam entre si — inicialmente, com uma baixa intensidade.

 

Mais tarde, provavelmente no final do ano, avançarão para produzir diminutas colisões capazes de recriar o calor e a energia do "Big Bang", uma teoria sobre a origem do universo aceita pelos cientistas.

 

O que ocorrer depois desses eventos — que, em seu ápice, poderiam acontecer cerca de 600 milhões de vezes por segundo — será registrado por detetores ultra-sofisticados colocados no LHC em quatro pontos de colisão.

Excertos in portalexame.abril.com

 

O que é o Big Bang II

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 15:26

O que é o Big Bang


Experimento que recria Big Bang -

Três décadas após sua concepção, o mais poderoso experimento do mundo da Física foi acionado nesta quarta-feira sob os Alpes suíços. - Um gigantesco acelerador de partículas, batizado de LHC (sigla em inglês de Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hádrons), o maior e mais complexo instrumento científico já construído, poderá responder algumas questões fundamentais sobre o início do Universo. No experimento desta quarta-feira, os engenheiros circularam partículas de prótons dentro de um túnel de 27 quilômetros de circunferência que abriga o LHC. Após o sucesso dessa primeira parte, o próximo passo será projetar outras partículas na direção oposta para que possam colidir, recriando as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang.



O aparelho, cujo custo é estimado em US$8 bilhões, foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. A liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas simularia as condições após a explosão que deu origem ao universo. Em agosto, os engenheiros já haviam injetado raios de prótons de baixa intensidade no LHC, mas estes não completaram o percurso completo do túnel. Massa Os cientistas esperam conseguir identificar o surgimento de partículas tal como aconteceu no início do universo, algumas das quais nunca foram observadas antes. “Vamos conseguir analisar a matéria mais profundamente do que jamais conseguimos”, disse Tara Shears, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. “Poderemos observar do que o universo se constituía bilionésimos de segundo depois do Big Bang”, afirmou. 'O que é massa?'



O LHC poderá responder a uma simples questão: O que é massa? “Sabemos que a resposta será encontrada no LHC”, disse Jim Virdee, físico do Imperial College de Londres. O modelo mais aceito sobre a formação da massa envolve uma partícula chamada bóson de Higgs, também conhecida como "partícula Deus". Segundo a teoria, as partículas formam sua massa através de interações com o campo que acompanha a partícula Higgs. Projeto O acelerador foi construído pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) em um laboratório subterrâneo na fronteira franco-suíça.



Desde a concepção até o acionamento do LHC nesta quarta-feira, foram 30 anos de pesquisas e vários obstáculos. O orçamento estourou várias vezes e o custo final ficou quatro vezes maior do que o previsto, por problemas de equipamento e construção do aparelho. O acionamento foi atrasado em dois anos. Durante o inverno europeu, o LHC será fechado para que os engenheiros preparem o equipamento para reproduzir as colisões com energia total - e não de baixa intensidade, como nesta quarta. “O que é tão empolgante é que não tivemos o lançamento de um equipamento tão grande durante anos”, disse Shears. “Nossos experimentos são tão grandes, complexos e caros que não ocorrem com tanta freqüência. Mas quando acontecem, tiramos deles toda a física possível “, afirmou. Excertos in BBCBrasil.com
Saiba mais:

Para Hawking, projeto que 'recria Big Bang' não ameaça a Terra - O físico britânico Stephen Hawking afirma que não há perigo de que, ao ser acionado nesta quarta-feira, um gigantesco acelerador de partículas construído sob os Alpes suíços possa criar um buraco negro capaz de engolir o planeta (e o resto do sistema solar) em questão de minutos - como temem alguns cientistas -
Saiba mais:

20/09/2008

Dos mil rubis

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 19:10

Jóia dos céus austrais



A galáxia dos mil rubis

Uma jóia dos céus austrais, M83 é uma das galáxias que mais atraem a atenção de observadores, amadores ou não. M83 é, ao que parece, uma versão da Via Láctea em pequena escala com um tamanho 2,5 vezes menor.
Trata-se também de uma galáxia do tipo espiral barrada que está a 15 milhões de anos-luz de distância na constelação de Hidra. Esta galáxia foi descoberta no século 18, mas até hoje guarda alguns mistérios, justamente o que a faz ser tão observada. Essa nova imagem, obtida pelo Observatório Europeu Austral (ou ESO, em inglês) mostra uma miríade de regiões de formação de estrelas, em especial aquelas com muita massa. Essas regiões são os tais rubis da foto, regiões onde o hidrogênio é excitado e brilha intensamente nessa coloração rosada. Não é difícil notar que essas regiões traçam muito bem a posição dos braços espirais da galáxia. Mas, até aí, nada de muito misterioso. As surpresas vêm de outros comprimentos de onda, além da luz visível que nossos olhos normalmente enxergam. Por exemplo: em raios ultravioleta e em rádio, essa galáxia mostra que existe formação de estrelas em regiões externas, muito afastadas de onde se esperaria que isso estivesse acontecendo. Em raios-X, é possível notar que o núcleo de M83 está imerso em uma nuvem de gás aquecido a uma temperatura de 7 milhões de graus! Não satisfeito com as proezas de M83? Ela é uma das fábricas mais produtivas de supernovas, estrelas de muita massa explodindo ao final de suas vidas. Ela é uma das duas galáxias conhecidas que teve seis explosões dessas em 100 anos. Só para comparar, a taxa de explosões de supernovas na nossa galáxia é de uma a cada cem anos! Uma delas, conhecida como SN 1957D, ficou observável por 30 anos! É por essas e outras que astrônomos ainda continuam investido na M83. A imagem acima, por exemplo, levou em torno de 100 minutos para ser obtida, em quatro filtros diferentes, com o uso de uma câmera especial que consegue obter imagens de campos de visada bem grandes de uma só vez. As estrelas brilhantes que vemos em primeiro plano são estrelas da nossa galáxia. Além da M83 é possível ver, ainda nessa foto, algumas outras galáxias mais distantes.

Meteoro

Impacto de meteoro na Terra


Excertos in colunas.g1.com.br Saiba mais:
observatório.colunas.g1.com.br
observatório

10/09/2008

O mundo está mais feliz

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 17:35

Mundo mais feliz

Mundo está mais feliz hoje do que há 25 anos, diz estudo -
Um estudo realizado em 52 países apontou que nos últimos 25 anos, o mundo se tornou um lugar mais feliz -
O levantamento, realizado pelos centros de pesquisa World Values Survey e European Values Study, entrevistou cerca de 1.400 pessoas em cada um dos países analisados e comparou os resultados com os obtidos em 1981. As entrevistas, realizadas entre 2006 e 2007, mostraram que do total de países envolvidos na enquete, 45 registraram aumento em seus índices de felicidade. Entre eles, o Brasil. O estudo, divulgado na publicação especializada Journal of Personality e Social Psychology, foi reproduzido pela revista científica New Scientist. Segundo os dados, o segredo para a felicidade para a maioria dos entrevistados seria uma combinação entre prosperidade econômica, democracia, liberdade individual e uma sociedade tolerante. Entre os que mais melhoraram seus índices de felicidade estão a Ucrânia, Moldávia e Eslovênia. Na outra ponta da lista estão Hungria, Índia e Austrália.


América Latina Na América Latina, a maioria dos entrevistados no México, Argentina e Brasil disse se sentir feliz. De acordo com Roberto Foa, um dos pesquisadores da Universidade de Washington envolvidos no estudo, os países da América Latina em geral “aparecem no topo do ranking de felicidade”. “Apesar de não serem os mais ricos, esses países dão grande importância aos valores de família e têm grande orgulho da nação”, disse o pesquisador. “As tradições de família nas sociedades latino-americanas servirão para que as pessoas se satisfaçam com o que têm ao mesmo tempo em que a situação econômica e política de seus países avançou.” Dinheiro e felicidade Segundo a revista, os resultados desafiam estudos anteriores de que os níveis de felicidade não aumentam com a melhoria dos indicadores econômicos – o que já levou a conclusões por muitos de que “dinheiro não compra felicidade”. Tais pesquisas, no entanto, concentravam-se em países que já eram ricos, enquanto o último estudo analisou também países pobres e em desenvolvimento. Eles concluíram que crescimento econômico é um dos responsáveis pela felicidade de habitantes de países cuja renda per capita é inferior a US$ 12 mil.

1/09/2008

Obesos fazem cirurgia

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 15:58
Ataque ao efeito sanfona - Mais da metade dos obesos que fazem cirurgia de redução de estômago volta a engordar. Uma nova técnica pode ajudá-los - Até os 36 anos, a paulistana Aparecida de Lourdes Oliveira vivia em paz com a balança. Seu peso variava entre 70 quilos e 74 quilos. Nada absurdo para a altura de 1,66 metro. Nos anos seguintes, ela diz que turbulências no trabalho a deixaram ansiosa.


Passou a devorar um pacote inteiro de biscoito recheado sem perceber se o sabor valia a pena. Dietas malucas – da sopa, da lua, da maçã – e anfetaminas a faziam emagrecer 10 quilos e depois engordar 15 quilos. Chegou aos 120 quilos. Em 2004, aos 51 anos, partiu para uma solução radical. Enfrentou a cirurgia de redução de estômago, recurso adotado por 25 mil brasileiros a cada ano. O resultado foi espetacular (48 quilos eliminados em quatro meses ), mas passageiro. Aparecida voltou a engordar.


O desfecho não era inesperado. Mais da metade dos obesos que fazem a cirurgia de redução de estômago engorda novamente depois de alguns meses ou anos. Vários fatores contribuem para isso. O principal é a falta de acompanhamento psicológico e nutricional. Se a pessoa tiver compulsão por comida, vai continuar se entupindo de alimentos calóricos mesmo depois da cirurgia, em que o estômago é grampeado e apenas 10% dele fica ativo. Com tão pouco espaço para armazenar comida, é difícil comer dois pedaços de pizza sem sentir desconforto. Mas o indivíduo compulsivo encontra outras formas de burlar a limitação anatômica. Pode bebericar goles de leite condensado. Outra razão que faz alguém voltar a engordar é cirúrgica.


Pelo método mais comum, o “novo” estômago é ligado diretamente ao intestino, onde o alimento passa a ser digerido. Com o tempo, essa junção pode alargar. O paciente sente que o alimento passa com facilidade e começa a comer mais. Há um terceiro fator. Freqüentemente, os médicos instalam um anel de silicone na junção entre o estômago e o intestino. Ele produz um estreitamento que dificulta ainda mais a passagem dos alimentos. Em alguns casos, porém, ocorre uma erosão nessa área. O anel entra no novo estômago ou na alça intestinal. Quando isso acontece, a pessoa começa a sentir ânsia de vômito e mal-estar. O jeito é retirar o anel. Aí o paciente volta a engordar. Tudo o que costuma ser oferecido a esses pacientes é outra cirurgia. É uma tentativa de preservar a vida dos obesos mórbidos, pessoas com índice de massa corpórea (IMC) acima de 40 (para calcular o índice, divida o peso pelo quadrado da altura).


Para eles, o risco de morte por diabetes ou infarto é até sete vezes superior ao dos magros. Outros problemas reduzem sua expectativa de vida: osteoartrite, dificuldades respiratórias, depressão, hipertensão intracraniana, colesterol elevado, embolia pulmonar. Por isso, muitos médicos optam por reoperar os pacientes quando eles voltam a engordar. Não é uma decisão fácil. A operação dura três horas e o índice de mortalidade pode chegar a 10%. Agora, parece ter surgido uma alternativa. Uma técnica menos arriscada de revisão da cirurgia de redução de estômago foi aprovada no ano passado pela FDA, a agência americana que regula remédios, procedimentos médicos e alimentos. O método, chamado Stomaphyx, acaba de ser lançado no Brasil pela empresa Orcimed. Por meio de uma simples endoscopia, o cirurgião leva um aparelho até o novo estômago. Por sucção, a máquina produz pregas no interior do órgão e as costura com dezenas de minúsculos grampos de plástico. O material é inofensivo. Caso alguns grampos se desprendam com o passar do tempo, eles são eliminados do organismo sem causar problemas. Uma das vantagens do novo método é a rapidez: 20 minutos. Mas a principal é o fato de não produzir cortes. A recuperação é bem mais rápida. No dia seguinte, o paciente pode voltar ao trabalho. “A cirurgia está passando por uma nova revolução. Estamos entrando na era das operações feitas pelos orifícios naturais”, diz o cirurgião Sergio Roll, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Essa é uma tendência mundial. Já existe cirurgia sem cortes de apêndice ou vesícula biliar. Os instrumentos cirúrgicos são introduzidos pela boca ou pela vagina. “A nova técnica de revisão da cirurgia de redução de estômago não faz mágica”, diz Roll. “É uma forma menos agressiva de produzir a restrição gástrica que funciona como estímulo para comer menos e emagrecer.” A técnica é novidade no mundo todo.


Apenas 500 pacientes foram submetidos a ela, 98% nos EUA. Para seu sucesso, é fundamental o apoio de médicos, psicólogos e nutricionistas. Quatro meses depois da operação, os pacientes perdem em média 30% do peso. Não é possível prever se o efeito será duradouro. As duas primeiras brasileiras submetidas ao tratamento foram atendidas no fim de junho no Einstein. O método também está disponível em outros hospitais, como o Sírio-Libanês e o Oswaldo Cruz, em São Paulo, e o Vita Batel, em Curitiba. Dois meses depois da cirurgia, Aparecida está satisfeita. Evita subir na balança para não desencadear a ansiedade, que pode frustrar o emagrecimento. Percebe, no entanto, que as roupas ficaram folgadas. Come muito pouco e afirma não sentir fome. Está feliz por poder saborear um cardápio variado, embora em porções mínimas, sem passar mal. “Um mês depois da primeira cirurgia, era difícil comer. Desta vez foi mais fácil.” A cirurgia por endoscopia custa R$ 10 mil. É indicada apenas para os pacientes que já fizeram a redução de estômago e voltaram a engordar. Mas o método está sendo aprimorado. No futuro, talvez possa ser a primeira escolha dos obesos mórbidos. Seja qual for a técnica adotada, a redução de estômago envolve mudanças radicais e deveria ser realizada apenas em obesos mórbidos – e não em pessoas com graus mais brandos de obesidade.

Excertos in revistaepoca.globo.com Saiba mais:Ataque ao efeito sanfona

23/08/2008

Uso da minissaia

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 15:23


Padre mexicano pede que mulheres não usem minissaia - Um padre mexicano causou protestos no México ao recomendar que as mulheres não usem minissaias ou biquínis para não "provocar" o assédio sexual dos homens - Em seu comentário na publicação oficial da Arquidiocese do México, Desde la Fe, o padre Sergio Román del Real disse que as mulheres não devem usar "roupas provocantes" nem iniciar "conversas ou gracejos picantes". O texto, escrito como parte de uma série de artigos que antecedem o 6º Encontro Mundial de Famílias México 2009 - organizado pela Igreja Católica - diz que "as minissaias e os biquínis vão contra o recato."

As declarações provocaram um protesto de 15 pessoas em frente à Catedral da Cidade do México. Os manifestantes reunidos em frente à catedral tentaram entrar no templo, mas foram impedidos pela polícia. "Cultura machista" "É lamentável a postura da Igreja Católica, pois segue incentivando na cultura mexicana a misoginia", disse à BBC Aidé García, porta-voz da organização Católicas pelo Direito de Decidir.

"Com essas declarações, seguem responsabilizando as próprias mulheres pelos abusos que sofremos." Para ela, as recomendações da Arquidiocese do México são produto de uma cultura machista, que não reconhece que as mulheres têm “autoridade moral para decidir” como devem se vestir. O grupo Católicas pelo Direito de Decidir desenvolveu uma série de propostas, dirigidas e grupos conservadores e à hierarquia católica, nas quais ressalta a importância de uma educação sexual integral.

  • Proibido

Ao mesmo tempo, uma universidade na cidade de Culiacán, oeste do país está considerando a possibilidade de vetar o uso de minissaias. A direção da Universidad Autônoma de Sinaloa diz que cogita a mudança para "prevenir" a violência sexual. O reitor da universidade, Héctor Melesio Cuen Ojeda, afirmou que o assédio e os atos de violência contra as mulheres são gerados pela forma de vestir. "As saias muito curtas que algumas estudantes usam se tornam um convite para que sejam agredidas ou molestadas, não apenas dentro da universidade, como também fora dela", disse Cuen. O arcebispo do Estado de Durango, Héctor González Martínez, responsabilizou as mulheres que se vestem de forma provocativa por despertar o "lado doentio" dos homens. "As mulheres não devem usar minissaias, decotes, nem aberturas nas saias, já que esse tipo de vestimenta é um atentado contra a honra", afirmou Cuen.

Postado in BBCBrasil

Próxima Página »