Cume - Escalando Montanhas

15/10/2006

a história e o homem

Arquivado em: Sem Categoria — hilltop @ 01:33

Sobre a história e o homem

Fernando Montes d’Oca

A história da humanidade parece ser uma das coisas mais extraordinárias que existe no mundo terrenal, e isso se deve ao fato dela ser construída por homens que encaram sua existência como um processo de construção, superação e evolução.

Quando se fala no homem contemporâneo, necessariamente está-se falando de um homem que foi capaz de superar as luzes do esclarecimento moderno. Ora, essa idéia de superação é fundamental na construção do homo sapiens histórico. O homem de ontem não pode ser o de hoje, e tampouco o de amanhã deverá ser o mesmo da atualidade. E tudo isso em virtude do fato de ser o homem uma espécie de animal em construção e não uma coisa acabada ou pronta.

Porém, como é sabido, existem muitas tentativas de uma parametrização do homem e de sua história. Como conseqüência disso, o que se tem é a passagem de uma história viva do humano para uma história morta como a letra daqueles que insistem em sistematizar um homem que é por excelência um ser protestante que rompe com todos os interditos.

A compartimentação em gavetas dos períodos da humanidade outra coisa não faz senão engessar a história de uma caminhada de vida do humano ser. Ora, não se pode dividir a parte pelo todo. Porque Constantinopla caiu ou porque ocorreu a Revolução Francesa, não quer dizer que tudo o que até então aconteceu foi superado, e com isso mesmo os defensores de um engavetamento da história hão de convir, não obstante tais eventos funcionem bem como parametrizadores históricos.

A visão essencialmente cartesiana de uma realidade metódica, sistemática e divida em seções, faz supor uma aguçada capacidade de se manipular o mundo, a economia, a política, a religião, a espécie humana e sua própria história. Porém, tal idéia de manipulação distancia o homem daquilo que realmente ele é, ou seja, um ser encarnado, um ser no mundo, um ser em processo de constante evolução e melhoramento.

Visões de mundo cartesiana e positivista, que se apóiam fortemente numa idéia de progresso, de utilidade, de funcionalidade, de racionalidade e de produtividade, têm, por um lado um aspecto bastante positivo, porém, ao mesmo tempo em que refletem uma idéia progressista de um mundo perfeitamente dividido, refletem também a maquinização e a reificação (coisificação) de um homem que abre mão de sua vivência para adentrar em uma história nada empática, que não se preocupa nem com a alteridade do homem e nem com uma visão holista deste.

É urgente, portanto, que, de uma vez por todas, se entenda a história da humanidade como algo orgânico, que se faz cotidianamente, que se supera dia-a-dia e que, dessa forma, reflete a figura de um homem historicamente construído e encarnado em sua existência, e não de um homem “esquizofrênico”, metódico e idealista que insiste em impor a todo custo limites, datas, convenções e convicções, que na maioria das vezes pouco somam para a real historicidade humana. Ora, a história do homem é muito mais do isso, ela é viva!

 

One Response to “a história e o homem”

  1. foejwiopn Says:

    iklhavtkq aicleoa zjtdjna cfspabi aaztpjdkou enyofdyrla…

    tpgpticnu xwveffusq ifozemuceq dwdaepimbi ipxkylorlgo soubsaao egxxnbvhw…

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