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2/01/2007

a evolução (3)

Arquivado em: Sem Categoria — hilltop @ 00:09

Genética de Populações - A genética de populações está relacionada ao estudo das mudanças genéticas que ocorrem dentro das populações. Através de seu estudo podemos determinar com qual freqüência certo alelo mutante surgido numa população variará com o tempo devido a diversas forças evolutivas. Podemos saber também se, numa escala de tempo maior, uma nova característica mutante irá substituir completamente uma característica ancestral e quanto tempo esse processo de troca pode durar.

Conceitos básicos

Um loco (ou locus) é definido como um local específico num cromossomo onde se localiza um gene, e as diferentes formas que um gene se apresenta num mesmo loco são chamadas de alelos. Quando um loco é ocupado por mais de um alelo do mesmo gene, cada um desses alelos é representado por proporções relativas, chamadas de freqüências alélicas.

Um geneticista de populações considera que a evolução não passa de mudanças nas freqüências alélicas de genes numa população, ao longo do tempo. Para eles, um novo alelo surgido por mutação só se torna importante num ponto de vista evolutivo quando é capaz de aumentar sua freqüência consideravelmente de forma a tornar-se significante na história evolutiva de uma população.

Portanto, para estudarmos a evolução, devemos entender quais são os fatores evolutivos responsáveis pelo aumento da freqüência de um alelo numa população. Os evolucionistas concordam que os principais desses fatores são: a seleção natural, a deriva genética, a recombinação e a migração. Existe, entretanto, uma severa discussão sobre qual desses fatores é mais importante, e dois pontos de vista são normalmente discutidos.

Abordagens matemáticas

Para o estudo das mudanças genéticas em populações existem duas abordagens matemáticas – a determinística e a estocástica.

O modelo determinista é mais simples e considera que as mudanças nas freqüências alélicas numa população entre as gerações ocorrem de uma maneira única e pode ser predita através do conhecimento das condições iniciais. Esse processo depende de duas condições: que a população tenha um tamanho infinito; e que o ambiente permaneça constante com o tempo ou que mude de acordo com regras também determinísticas. É claro que essas condições nunca são encontradas na natureza e, portanto, uma abordagem determinística pode não ser suficiente para descrever as mudanças nas freqüências alélicas das populações. As flutuações aleatórias nas freqüências alélicas devem também ser levadas em conta.

Trabalhar com flutuações randômicas requer uma diferente abordagem matemática. Os modelos estocásticos consideram que as mudanças nas freqüências alélicas acontecem de forma probabilística e que, o conhecimento das condições em uma geração não nos permite prever, de forma precisa, as freqüências alélicas da geração seguinte. É óbvio que os modelos estocásticos são preferidos em relação aos determinísticos, pois são baseados em suposições mais realistas. Entretanto, modelos determinísticos são muito mais fáceis de serem tratados matematicamente e podem prover, muitas vezes, aproximações suficientemente precisas.

Os textos desse site podem ser reproduzidos total ou parcialmente, desde que o autor seja informado e receba os devidos créditos. ® Chico On Line. Prosdocimi, F. 2001-2.

4 Responses to “a evolução (3)”

  1. yeamhxvajsc Says:

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