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24/10/2006

a decisão crucial

Arquivado em: Sem Categoria — hilltop @ 23:08

Editado no Blog do Noblat: A decisão crucial na economia - Liliana Lavoratti - São Paulo - As questões dos gastos públicos é do tamanho do Estado no Brasil - tangenciadas pelas privatizações - ocuparam a agenda do debate eleitoral. Embora os candidatos não explicitem, por trás dessa discussão está uma decisão crucial de política econômica. O crescimento só acontecerá com aumento dos investimentos públicos, corte de despesas, inclusive nos programas sociais como o Bolsa Família, ou com a queda mais acelerada da taxa de juros Selic. Ou pelas duas coisas juntas.

Os indicadores das finanças públicas estão melhorando de tal forma a despertar o receio de certa complacência dos governantes com o equilíbrio fiscal, não importa quem saia vitorioso das urnas.

- Em 2010, o déficit estará tranqüilamente perto de zero. E se os números fiscais estão melhorando tanto, por que cortar despesas? - indaga o economista-chefe do Banco Bradesco, Octávio de Barros. Segundo ele, é essa aposta sobre a evolução das contas que suscita no mercado o temor de benevolência do próximo governo em relação aos gastos públicos primários.

O resultado nominal das contas públicas é a relação entre despesas e receitas, incluindo o pagamento dos juros. Apesar de os gastos estarem hoje a um patamar inferior às receitas, o pagamento de juros leva o governo ao déficit de 3,5% do PIB.

A projeção leva em conta a manutenção do superávit primário em cerca de 4,25% do PIB, inflação média de 4% ao ano e taxa de juros dois pontos percentuais menor ao ano sobre os atuais 13,75% ao ano. O cenário, bastante conservador, prevê crescimento anual de 3,5%.

Com a Selic menor, o governo aumenta a arrecadação de tributos. Nessas condições, no fim de 2009 o resultado seria um superávit, enfatiza o especialista em finanças públicas Amir Khair. E a dívida cairia dos atuais 50,3% para 35,4% do PIB.

- O Banco Central tem a Selic alta para controlar a inflação. Não é isto que a controla e sim o câmbio a R$ 2,10, comandado pelo aumento das exportações.

O economista-chefe do maior banco privado brasileiro destaca que "nenhum dos dois candidatos têm noção do impacto espetacular" junto aos investidores externos de compromisso assumido antes da eleição para impedir que os gastos públicos cresçam abaixo do aumento do PIB: - Sinais críveis e consistentes neste sentido e a demonstração de boa vontade em costurar entendimento pós-eleitoral em torno de um maior equilíbrio fiscal a partir de 2007 seriam muito pró-ambiente de negócios. Ao contrário da voz corrente no setor produtivo, que clama pela queda urgente dos juros como mola propulsora do crescimento, o economista defende o caminho contrário: "O Brasil tem de crescer para reduzir os juros".

2 Responses to “a decisão crucial”

  1. ytkvmgpy Says:

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