Cume - Escalando Montanhas

28/07/2006

A Criação de Deus VI

Arquivado em: Sem Categoria — hilltop @ 22:17

Sexta e última parte do artigo intitulado "A Criação de Deus".

José Moreira da Silva

A educação tem um papel fundamental como meio de influenciar o comportamento dos indivíduos. Convém ensinar as pessoas a pensar e a agir em sociedade. As escolas deveriam se voltar a formar um bom cidadão e não somente fazer com que pessoas acumulem conhecimentos que nunca serão utilizados. A escola deveria ensinar lógica, matemática e línguas desde o começo. A lógica serve para evitar que as pessoas sejam presas fáceis de qualquer aproveitador que apareça pela frente. Quando aprendemos a argumentar, carregamos isso para todos os departamentos de nossas vidas. Passamos a valorizar um argumento bem feito. Passamos a dar valor à razão, à lógica.  O pensamento se torna orientador. Uma escola deveria se preocupar em ensinar os seres humanos a pensarem, pois o pensamento é um ato voluntário. Se não fizermos um esforço para pensar, simplesmente seguiremos nossos instintos e as opiniões da sociedade. E para que haja progresso para a raça humana convém que a mente seja libertada. Como passamos a maior parte do tempo debatendo e tentando convencer o próximo a adotar um ponto de vista qualquer, para que o debate não caia na violência é necessário que a criança aprenda a debater de modo civilizado, usando argumentos lógicos desde a mais tenra idade. Pena que as escolas não façam isso.
Os estudantes quase sempre simplesmente ficam sentados em algum ponto da sala absorvendo tudo que lhe é ensinado. Absorvem palavras, palavras que não têm sentido se o aluno não entenderem qual o propósito da aula, se não entenderem o ponto e se não manifestarem sua opinião. A forma de debate deveria ser a usada por professores na sala de aula.
A língua tem papel fundamental, pois é através dela que entendemos o mundo e transmitimos ao semelhante nossos conhecimentos. E é trocando informações que evoluímos, sendo assim, todos deveriam saber se expressar com desenvoltura. Não somente em sua língua de origem, como também em outras que sejam importantes para suas vidas práticas. E mais uma vez a lógica adquire um papel importante, pois temos que usar argumentos lógicos para convencer e persuadir. Se enfatizarmos na escola a forma de persuasão através de argumentos lógicos, como maneira de influenciar o ser humano, talvez parem um pouco de recorrer à violência.
A fé é inimiga da lógica, pois ela aceita uma premissa sem investigação posterior. Se ensinássemos as pessoas a pensarem logicamente, talvez parassem de se entregar a todo tipo de culto que aparece à sua frente. É a falta de lógica e de confiança em suas faculdades mentais que faz com que as pessoas se entreguem a todo tipo de religião. Por mais absurda que seja.
A religião mantém as pessoas na infância eterna. Sempre se entregando a alguém para resolver seus problemas pessoais. A falta de consciência em suas faculdades mentais e o complexo de inferioridade faz com que muitos parem de pensar logicamente e se entreguem a todo tipo de pensamento, por mais absurdo que seja.
As pessoas raramente analisam as tradições de seu povo. Simplesmente aceitam tudo. Será que isso é bom para a raça como um todo? Será que não precisamos de mais rebeldes ao invés de mais conformistas? Todo avanço foi uma rebeldia. Uma rebeldia contra os padrões vigentes. Rebeldia não significa ser do contra, significa ser verdadeiro consigo próprio. Fazer as coisas em que se acredita, e não fazê-las simplesmente por que todos fazem. Rebeldia também não é ir contra tudo só para ser diferente. Rebeldia é fidelidade a nossa natureza intima. Não é ser do contra ou a favor. É ser integro com o que se acredita.
 
José Moreira da Silva é formado em Filosofia pela Universidade de Nova Iorque e atualmente é professor de inglês, tradutor e interprete, e dedica-se ao estudo da natureza humana através da psicologia, filosofia e religião.

4 Responses to “A Criação de Deus VI”

  1. José Sodré Says:

    Dúvida nenhuma. Não há dúvida de que a educação tem um  papel importante, fundamental mesmo, como meio de influenciar o comportamento dos indivíduos. As pessoas são presas fáceis de aproveitadores religiosos e outros do mesmo jaez. Você se guiar pelos instintos é puro primarismo. É trocando informações que se evolui, daí esposar a idéia de que hoje com o avento da Internet, com mais informações se pode navegar de google porque "navegar é preciso" tanto em sites como em blogs e estaremos dando boas-vindas a um novo tempo. Assim seja, amém.

  2. xyfcxchzo Says:

    xsukhru ewlxjde tqhoe lkpxampvt loleurzs iqbowekcxg zdamvzvssdy iksrym…

    saeickaykg retpozeeu lxrnqjanrrm dfhozrmgze yhcayabrsg ctgrlxys…

  3. George Says:

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  4. Haddammann Veron Sinn-Klyss Says:

    A Psicologia da Escravidão A coisa mais ridícula, estapafúrida, que se pode imaginar é esse negócio de SACRIFÍCIO imposto, aconselhado, pelas igrejas.Imagine o absurdo:Quando uma pessoa tem o direito de pegar uma vida como assassina, para DAR a um embuste presunçoso; para aplacar o gosto de sei lá o que? Ou, “agradar” sei lá o que com mortes?Trazendo isso pra cá, pra hoje:Como você vai “agradar” um sádico embuste, que requer prejuízo para você,  pra enfeitar e gloriar uma estúpida fantasia de soberba?Quando tiram de você, prejudicando-o pessoalmente , também prejudicam sua cidade, os seus filhos, a sua casa, o seu país.MEUS CAROS;Quando um filho nasce, você não pede nada a ele;  o trabalho que  lhe dá por viver, não faz você exigir sacrifício dele para recompensá-lo, com carinho, assistência, e suporte de todo tipo, como se você fosse um interesseiro, uma espécie de condicionamento de cachorro. Um filho que faz o que queremos não é nosso filho, é nosso ESCRAVO; é nosso bibelô, é uma caricatura de nosso envaidecimento pessoal. Quando indicamos o que ele pode fazer, nós o educamos com opção; se um dano ocorrer por sua ação não o desgraçamos com desatenção; enquanto vivermos é altruísmo da humanidade, de nossa espécie, assistirmo-nos com princípios de Justiça entre nós; entre você e seu filho, entre os outros.  Haddammann Veron Sinn-Klyss   

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