Cume - Escalando Montanhas

30/06/2008

Da excitação sexual

Arquivado em: Textos Especiais — hilltop @ 15:56

Excitação

Excitação sexual varia muito entre os homens Os homens não são todos iguais na sexualidade, foi o que descobriu um novo estudo.

A pesquisa do Kinsey Institute , dos EUA, foi baseada em grupos de focalização (focus groups, em inglês). Os homens falaram sobre o que os influenciava no desejo e excitação sexuais. Foi constatado que: O que excita um, geralmente, é o que “esfria” o outro; uma ereção nem sempre é sinal de excitação e nem todo homem quer pular na cama na primeira oportunidade.

“Nós não tendemos a sentar com freqüência — na perspectiva de pesquisas — com outros homens ou grupos de homens e falar sobre tópicos tão íntimos como o que influencia […] o desejo e a excitação sexuais e sobre o tópico ou questão de onde, em tudo isso, entra o pênis”, disse o Dr. Erick Janssen, um dos autores do estudo.

Erick e sua equipe organizaram seis grupos de focalização, nos quais haviam 50 homens, com idades entre 18 e 70 anos. A maioria era de caucasianos heterossexuais que falaram sobre o que os excitava sexualmente e o que aumentava ou inibia esta excitação. Os resultados foram relatados na edição de abril da revista científica Archives of Sexual Behavior.

Homens disseram ter ereções sem estar necessariamente excitados, enquanto alguns, especialmente os mais velhos, disseram que podiam ficar excitados sem ter uma ereção. Alguns usavam a masturbação para “consertar” quando “não se muito sentiam bem” ou como uma “grande maneira” de acabar com a tristeza.

Muitos disseram que sentirem-se confiantes e bem consigo mesmos comumente os levava a sentirem-se sexualmente excitados (enquanto “sentir-se um lixo” teve o efeito oposto). E para muitos, uma mulher autoconfiante é também mais desejável do que uma que não se sentia bem sobre si mesma. Em adição a um corpo belo e rosto bonito muitos homens achavam que a inteligência era “muito atraente” e “muito excitante”.

O clima e o sentimento de conexão emocional também influenciam a excitação para os homens. E enquanto o aroma de uma mulher pode ser a chave para alguns, não é para outros. No entanto, “uma esmagadora maioria” disse que estar passeando, acampando ou fazendo piquenique, por exemplo, estimulou seu desejo e excitação.

Em um todo, as descobertas provém muito mais nuances à figura da sexualidade masculina do que é promovida nas revistas para homens, apontou Erick. “Há uma imensa variabilidade entre os homens em quão fácil eles podem se excitar ou esfriar ou o quão fácil eles experimentam desejo e excitação sexual”, ele explicou. “A diferença dentro do grupo masculino ou dentro do grupo feminino é muito maior do que a média das diferenças entre os sexos em quase qualquer coisa sexual.”

Na realidade, disse o pesquisador, 30% das mulheres pode ser sexualmente excitada mais facilmente do que a maioria dos homens. “Este estudo está desafiando a idéia de que os homens são simples”, ele disse.

Excertos in Hypescience.com

Maria Bethania in Olha
Miúcha e Toquinho in Canção de nós dois

28/06/2008

E o homem

Arquivado em: Artigos — hilltop @ 18:14

Sobre a história e o homem

deus de
 
Sobre a história e o homem

A história da humanidade parece ser uma das coisas mais extraordinárias que existe no mundo terrenal, e isso se deve ao fato dela ser construída por homens que encaram sua existência como um processo de construção, superação e evolução.

Quando se fala no homem contemporâneo, necessariamente está-se falando de um homem que foi capaz de superar as luzes do esclarecimento moderno. Ora, essa idéia de superação é fundamental na construção do homo sapiens histórico. O homem de ontem não pode ser o de hoje, e tampouco o de amanhã deverá ser o mesmo da atualidade. E tudo isso em virtude do fato de ser o homem uma espécie de animal em construção e não uma coisa acabada ou pronta.

Porém, como é sabido, existem muitas tentativas de uma parametrização do homem e de sua história. Como conseqüência disso, o que se tem é a passagem de uma história viva do humano para uma história morta como a letra daqueles que insistem em sistematizar um homem que é por excelência um ser protestante que rompe com todos os interditos.

A compartimentação em gavetas dos períodos da humanidade outra coisa não faz senão engessar a história de uma caminhada de vida do humano ser. Ora, não se pode dividir a parte pelo todo. Porque Constantinopla caiu ou porque ocorreu a Revolução Francesa, não quer dizer que tudo o que até então aconteceu foi superado, e com isso mesmo os defensores de um engavetamento da história hão de convir, não obstante tais eventos funcionem bem como parametrizadores históricos.

A visão essencialmente cartesiana de uma realidade metódica, sistemática e divida em seções, faz supor uma aguçada capacidade de se manipular o mundo, a economia, a política, a religião, a espécie humana e sua própria história. Porém, tal idéia de manipulação distancia o homem daquilo que realmente ele é, ou seja, um ser encarnado, um ser no mundo, um ser em processo de constante evolução e melhoramento.

Visões de mundo cartesiana e positivista, que se apóiam fortemente numa idéia de progresso, de utilidade, de funcionalidade, de racionalidade e de produtividade, têm, por um lado um aspecto bastante positivo, porém, ao mesmo tempo em que refletem uma idéia progressista de um mundo perfeitamente dividido, refletem também a maquinização e a reificação (coisificação) de um homem que abre mão de sua vivência para adentrar em uma história nada empática, que não se preocupa nem com a alteridade do homem e nem com uma visão holista deste.

É urgente, portanto, que, de uma vez por todas, se entenda a história da humanidade como algo orgânico, que se faz cotidianamente, que se supera dia-a-dia e que, dessa forma, reflete a figura de um homem historicamente construído e encarnado em sua existência, e não de um homem “esquizofrênico”, metódico e idealista que insiste em impor a todo custo limites, datas, convenções e convicções, que na maioria das vezes pouco somam para a real historicidade humana. Ora, a história do homem é muito mais do isso, ela é viva!
Fernando Montes d’Oca

 
 

7/06/2008

Seitas malucas

Arquivado em: Textos Especiais — hilltop @ 18:35

As seitas


 

As seitas mais malucas do mundo

Os sociólogos freqüentemente discordam sobre a definição de “seita”. Parte do consenso parece residir no fato de que estes são grupos religiosos com pouco reconhecimento da sociedade. Outros afirmam que uma seita está ligada a um grupo ideológico com um líder carismático e/ou autoritário que priva seus seguidores de boa parte de seu livre-arbítrio exercendo uma grande influência sobre eles. Qualquer que seja a melhor definição aqui nós apresentamos algumas das seitas mais malucas de todos os tempos.

1. Ho No Hana Sanpogyo é uma seita japonesa chamada também de “seita da leitura do pé”. É chamada assim porque seu fundador, Hogen Fukunaga, afirma conseguir diagnosticar doenças ao examinar os pés das pessoas. Ele fundou o grupo em 1987 e afirmava ser a reencarnação de Jesus Cristo e Buda. O grupo já afirmou possuir 30 mil membros. Hogen cobrava US$ 900 pelas leituras de pé. Ele foi acusado de fraudar donas de casa e teve que pagar mais de um milhão de dólares em danos. Hoje o nome da seita mudou para “Yorokobi Kazoku no Wa”.

2. Se você acredita que naves espaciais semearam a maioria das religiões, que transferência mental é possível e clonagem pode levar à reecarnação, então você pode ser um candidato para a igreja Raeliana que começou na França na década de 1970. Uma seguidora da seita apareceu nas manchetes em 2003 por haver afirmado que havia concebido o primeiro clone humano, mas em seguida o evento foi avaliado como um trote.

3. Esta seita é um pequeno grupo autoritário que se baseia em “revelação direta” e não na bíblia. Esta pequena seita apareceu nas manchetes por haver levado duas crianças à morte por inanição. Samuel Robidoux, um bebê de dez meses morreu de subnutrição. Ele não foi alimentado porque sua mãe estava esperando por um sinal de Deus para fazê-lo. O filho de Rebecca Corneau, Jeremiah, morreu logo após nascer por falta de cuidados médicos básicos. Um dos antigos membros deixou o grupo depois de dez anos e deu para a polícia um diário que descrevia o que ocorreu com as crianças.

4. O grupo foi criado em 1984 por Luc Jouret, um belga e neonazista. O grupo seria cristão e também conhecido como a segunda vinda de Cristo e os Cavaleiros Templários. Alega-se que uma criança foi sacrificada por pensarem ser o anticristo em 1994, dias depois ele e dúzias de seguidores cometeram suicídio. Os franceses hoje consideram a organização criminosa.

5. O místico indiano Bhagwan Shree Rajneesh fundou diversas cidades ocultistas no Oregon, EUA, durate os anos 1980, estranhamente cheias de carros da marca Rolls Royce. Bhagwan supostamente envenenou centenas de pessoas em Dalles, Oregon, com a bactérias Salmonella, em 1984, para colocar as eleições locais em favor da seita.

6. Considerado um dos maiores dissientes da igreja Adventista do Sétimo Dia, os Davidianos são famosos pela revolta de 1993 no seu complexo Waco, no Texas, EUA, que acabou com a vida de 76 pessoas. O evento resultou mais ou menos no desaparecimento do que muitos consideravam uma seita, que acreditava no apocalipse iminente.

7. Charles Manson, que aprendeu a tocar guitarra na prisão, formou a sua “família” de criminosos em 1968. Charles pensavam que uma guerra de raças entre brancos e negros iria eclodir em 1969. Quando isso não ocorreu ele enviou seus seguidores em uma série de assassinatos para “mostrar aos negros como se fazia”, mas as vítimas eram as pessoas que não o haviam ajudado em sua carreira musical.

8. Os seguidores da seita Heaven’s Gate, liderados por Marshall Applewhite, pensavam que a Terra e tudo que há nela seria “reciclado” e acreditavam que poderiam pegar uma carona no cometa Hale-Bopp, em março de 1997, o que os permitiria sobreviver. Os 39 membros, incluindo Marshall, envenenaram a si mesmos em turnos em uma mansão na Califórnia, vestindo tênis da Nule e tarjas ao redor do braço que diziam “Equipe de Desembarque Heaven’s Gate”.

9. Fundada em algum ponto da década de 1980, Aum Shinrikyo é famosa pelos ataques ao metrô de Tóquio com o gás sarin em 1995, matando 12 e ferindo mais de 5 mil pessoas. As crenças da seita são frequentemente descritas como uma mistura de aspectos destrutivos de várias religiões. Vários seguidores acreditavam que iriam desenvolver super-poderes e outros saboreavam a chande de lutar contra o materialismo japonês.

10. O reverendo Jim Jones começou a Peoples Temple para ajudar os sem-teto, deempregados e doentes de todas as raças, mas ex-membros afirmaram que abusos eram comuns dentro do grupo. Para remover este grupo do olhar examinador da sociedade, Jim começou uma colônia nas selvas da Guyana, onde esperava construir uma utipia tropical. Quando um congressista visitou a comunidade juntamente com três jornalistas para investigar alegações de abuso eles foram mortos quando tentavam deixar o local. Depois deste tiroteio 913 membros da comunidade beberam cianureto com suco, em um suicídio em massa. Há registros de audio e vídeo do evento e muitas pessoas foram forçadas a beber o veneno, incluindo centenas de crianças.

Saiba mais: As 10 seitas_Hypscience.com

5/06/2008

A ética dos encontros amorosos

Arquivado em: Textos Especiais — hilltop @ 19:10

Encontros descartáveis



A ética dos encontros descartáveis


Falar de amor e sexo no século XXI implica refletir sobre a "sociedade do espetáculo" descrita pelo polêmico pensador francês Guy Debord. O autor analisa uma forma de estar no mundo em que a vida real é, inexoravelmente, pobre e fragmentada - e as pessoas são obrigadas a assistir e a consumir passivamente as imagens de tudo que lhes falta em sua existência subjetiva. Essa perspectiva me remete ao termo "ficar" - rótulo informal para os encontros efêmeros e descartáveis, nos quais ver ser visto e aparecer reduzem os casais a machos e fêmeas no cio. Os pares são transitórios, os arranjos duram apenas algumas horas, talvez dias. Ou minutos.


É o tempo do desejo saciado. A disposição para a entrega, para o "outro" e para o amor vive (ou sobrevive) sob o impacto do exagero, da aceleração e da competitividade. A sexualidade é experimentada como mais um produto de consumo, fica disponível num mercado de troca que não vai além da dimensão ilusória.

  • REFLEXOS DA GLOBALIZAÇÃO

"Ficar" denuncia uma nova ordem das coisas e o inevitável entrelaçamento entre indivíduo e mundo. Uma espécie de voyeurismo,


que ao mesmo tempo exibe e excita, restringe o potencial criativo dos verdadeiros encontros à mera satisfação carnal. "Ficar" torna-se o absolutismo literal, comprometendo a fusão com os outros sentidos. Impede a elaboração das fantasias indispensáveis à compreensão do que está por trás da banal conexão entre os pares e do que poderia ser apreciado, sentido e vivido como metáfora para novos e mais criativos estilos de relacionamento. (Silvia Graubart é jornalista, terapeuta sexual, membro da Associação Junguiana do Brasil (AJB), do Instituto Junguiano de São Paulo (IJUSP) e da International Association for Analytical Psychology (IAAP), Zurique. Mais informações sobre o tema em texto da mesma autora publicado em Cadernos Junguianos nº. 2, da AJB).

Por Sylvia Graubart -Saiba mais indo ao hyperlink: A ética dos encontros descartáveis - Mente e Cérebro