Cume - Escalando Montanhas

30/04/2008

A Lógica

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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008


Epimênides

O Paradoxo de Epiménides (semelhante ao Paradoxo do mentiroso) é um enigma sem resposta que forma um paradoxo. Ao tentar responder ao enigma, encontram-se informações que se ligam umas às outras, mas não levam a resposta alguma.
Epiménides, que era cretense (natural de Creta) disse: "Todos os cretenses são mentirosos".
O paradoxo pode ser enunciado de várias formas. Uma delas é a enunciada a seguir:
Era uma vez um acusado que disse: “Enquanto a minha mentira não for desvendada, continuarei mentindo.”
Em seguida o juiz disse: “Se o acusado mentir, seu advogado também mentirá.”
Por fim o advogado disse: “Quem for capaz de desvendar a minha mentira dirá a verdade.”
Qual deles está mentindo?

A Lógica

Epiménides era um grego da cidade de Minos. Dizem que eles têm a fama de mentir muito. Certa vez, o mesmo citou esta passagem: Era uma vez um bode que disse: - Quando a mentira nunca é desvendada, quem está mentindo sou eu. Em seguida o leão disse: - Se o bode for um mentiroso, o que o dragão diz também é mentira. Por fim o dragão disse: - Quem for capaz de desvendar a minha mentira, então, ele estará dizendo a verdade. Qual deles está mentindo? Este teste é mais conhecido como paradoxo de Epiménides!


A Lógica é uma ciência de índole matemática e fortemente ligada à Filosofia. Já que o pensamento é a manifestação do conhecimento, e que o conhecimento busca a verdade, é preciso estabelecer algumas regras para que essa meta possa ser atingida. Assim, a lógica é o ramo da filosofia que cuida das regras do bem pensar, ou do pensar correto, sendo, portanto, um instrumento do pensar. A aprendizagem da lógica não constitui um fim em si. Ela só tem sentido enquanto meio de garantir que nosso pensamento proceda corretamente a fim de chegar a conhecimentos verdadeiros. Podemos, então, dizer que a lógica trata dos argumentos, isto é, das conclusões a que chegamos através da apresentação de evidências que a sustentam. O principal organizador da lógica clássica foi Aristóteles, com sua obra chamada Órganon. Ele divide a lógica em formal e material.Um sistema lógico é um conjunto de axiomas e regras de inferência que visam representar formalmente o raciocínio válido. Diferentes sistemas de lógica formal foram construídos ao longo do tempo quer no âmbito estrito da Lógica Teórica, quer em aplicações práticas na computação e em Inteligência artificial. Tradicionalmente, lógica é também a designação para o estudo de sistemas prescritivos de raciocínio, ou seja, sistemas que definem como se "deveria" realmente pensar para não errar, usando a razão, dedutivamente e indutivamente. A forma como as pessoas realmente raciocinam é estudado noutras áreas, como na psicologia cognitiva. Como ciência, a lógica define a estrutura de declaração e argumento e elabora fórmulas através das quais estes podem ser codificados. Implícita no estudo da lógica está a compreensão do que gera um bom argumento e de quais os argumentos que são falaciosos. A lógica filosófica lida com descrições formais da linguagem natural. A maior parte dos filósofos assumem que a maior parte do raciocínio "normal" pode ser capturada pela lógica, desde que se seja capaz de encontrar o método certo para traduzir a linguagem corrente para essa lógica. Abaixo estão discussões mais específicas sobre alguns sistemas lógicos.


Aristóteles

Veja também: lista de tópicos em lógica. Lógica Aristotélica Dá-se o nome de Lógica aristotélica ao sistema lógico desenvolvido por Aristóteles a quem se deve o primeiro estudo formal do raciocínio. Dois dos princípios centrais da lógica aristotélica são a lei da não-contradição e a lei do terceiro excluído. A lei da não-contradição diz que nenhuma afirmação pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e a lei do terceiro excluído diz que qualquer afirmação da forma *P ou não-P* é verdadeira. Esse princípio deve ser cuidadosamente distinguido do *princípio de bivalência*, o princípio segundo o qual para toda proposição p, ela ou a sua negação é verdadeira. . A lógica aristotélica, em particular, a teoria do silogismo, é apenas um fragmento da assim chamada lógica tradicional. Lógica formal A Lógica Formal, também chamada de Lógica Simbólica, se preocupa basicamente com a estrutura do raciocínio. A Lógica Formal lida com a relação entre conceitos e fornece um meio de compor provas de declarações.

Na Lógica Formal os conceitos são rigorosamente definidos, e as sentenças são transformadas em notações simbólicas precisas, compactas e não ambíguas. Alguns exemplos de notações simbólicas são: As letras minúsculas p, q e r em fonte itálica, são convencionalmente usadas para denotar proposições: p: 1 + 2 = 3 Esta declaração define que p é 1 + 2 = 3 e que isso é verdadeiro. Duas proposições –ou mais proposições– podem ser combinadas por meio dos chamados operadores lógicos binários, formando conjunções, disjunções ou condicionais. Essas proposições combinadas são chamadas proposições compostas. Por exemplo: p: 1 + 1 = 2 e "Lógica é o estudo do raciocínio”. Neste caso, e é uma conjunção. As duas proposições podem diferir totalmente uma da outra. Na matemática e na ciência da computação, pode ser necessário enunciar uma proposição dependendo de variáveis: p: n é um inteiro ímpar. Essa proposição pode ser ou verdadeira ou falsa, a depender do valor assumido pela variável n. Uma fórmula com variáveis livres é chamada função proposicional com domínio de discurso D. Para formar uma proposição, devem ser usados quantificadores. "Para todo n", ou "para algum n" podem ser especificados por quantificadores: o quantificador universal, ou o quantificador existencial, respectivamente. Por exemplo: para todo n em D, P(n). Isto pode ser escrito como: fórmula lógica Quando existem algumas variáveis livres, a situação padrão na análise matemática desde Weierstrass, as quantificações para todos…

Então existe ou então existe… Isto para todos (e analogias mais complexas) podem ser expressas. Lógica material Trata da aplicação das operações do pensamento, segundo a matéria ou natureza do objeto a conhecer. Neste caso, a lógica é a própria metodologia de cada ciência. É, portanto, somente no campo da lógica material que se pode falar da verdade: o argumento é verdadeiro quando as premissas são verdadeiras e se relacionam adequadamente à conclusão. Lógica matemática Lógica Matemática é o uso da lógica formal para estudar o raciocínio matemático– ou, como propõe Alonzo Church (*Introduction to Mathematical Logic* (Princeton, New Jersey:Princeton University Press,1956; décima edição, 1996),'lógica tratada pelo método matemático'. No início do século XX, lógicos e filósofos tentaram provar que a matemática, ou parte da matemática, poderia ser reduzida à lógica.(Gottlob Frege, p.ex., tentou reduzir a aritmética à lógica; Bertrand Russell e A. N. Whitehead, tentaram reduzir toda a matemática então conhecida à lógica — a chamada ‘lógica de segunda ordem’).() Uma das suas doutrinas lógico-semânticas era que a descoberta da forma lógica de uma frase, na verdade, revela a forma adequada de dizê-la, ou revela alguma essência previamente escondida.

Há certo consenso que a redução falhou — ou que precisaria de ajustes –, assim como há certo consenso que a lógica — ou alguma lógica — é uma maneira precisa de representar o raciocínio matemático. Ciência que tem por objeto o estudo dos métodos e princípios que permitem distinguir raciocínios válidos de outros não válidos; Lógica filosófica A lógica estuda e sistematiza a argumentação válida. A lógica tornou-se uma disciplina praticamente autônoma em relação à filosofia, graças ao seu elevado grau de precisão e tecnicismo. Hoje em dia, é uma disciplina que recorre a métodos matemáticos, e os lógicos contemporâneos têm em geral formação matemática. Todavia, a lógica elementar que se costuma estudar nos cursos de filosofia é tão básica como a aritmética elementar e não tem elementos matemáticos. A lógica elementar é usada como instrumento pela filosofia, para garantir a validade da argumentação. Quando a filosofia tem a lógica como objeto de estudo, entramos na área da filosofia da lógica, que estuda os fundamentos das teorias lógicas e os problemas não estritamente técnicos levantados pelas diferentes lógicas.

Hoje em dia há muitas lógicas além da teoria clássica da dedução de Russell e Frege (como as lógicas livres, modais, temporais, paraconsistentes, difusas, intuicionistas etc.), o que levanta novos problemas à filosofia da lógica. A filosofia da lógica distingue-se da lógica filosófica, que não estuda problemas levantados por lógicas particulares, mas problemas filosóficos gerais, que se situam na intersecção da metafísica, da epistemologia e da lógica. São problemas centrais de grande abrangência, correspondendo à disciplina medieval conhecida por «Lógica & Metafísica», e abrangendo uma parte dos temas presentes na própria Metafísica, de Aristóteles: a identidade de objetos, a natureza da necessidade, a natureza da verdade, o conhecimento a priori etc. Precisamente por ser uma «subdisciplina transdisciplinar», o domínio da lógica filosófica é ainda mais difuso do que o das outras disciplinas. Para agravar as incompreensões, alguns filósofos chamam «lógica filosófica» à filosofia da lógica (e vice-versa). Em qualquer caso, o importante é não pensar que a lógica filosófica é um gênero de lógica, a par da lógica clássica, mas «mais filosófica»; pelo contrário, e algo paradoxalmente, a lógica filosófica, não é uma lógica no sentido em que a lógica clássica é uma lógica, isto é, no sentido de uma articulação sistemática das regras da argumentação válida.

A lógica informal estuda os aspectos da argumentação válida que não dependem exclusivamente da forma lógica. O tema introdutório mais comum no que respeita à lógica é a teoria clássica da dedução (lógica proposicional e de predicados, incluindo formalizações elementares da linguagem natural); a lógica aristotélica é por vezes ensinada, a nível universitário, como complemento histórico e não como alternativa à lógica clássica. "Lógica", depois ela foi substituída pela invenção da Lógica Matemática, relaciona-se com a elucidação de idéias como referência, previsão, identidade, verdade, quantificação, existência, e outras. A Lógica filosófica está muito mais preocupada com a conexão entre a Linguagem Natural e a Lógica. Lógica de predicados Gottlob Frege, em sua Conceitografia (Begriffsschrift), descobriu uma maneira de reordenar várias sentenças para tornar sua forma lógica clara, com a intenção de mostrar como as sentenças se relacionam em certos aspectos.

Antes de Frege, a lógica formal não obteve sucesso além do nível da lógica de sentenças: ela podia representar a estrutura de sentenças compostas de outras sentenças, usando palavras como "e", "ou" e "não", mas não podia quebrar sentenças em partes menores. Não era possível mostrar como "Vacas são animais" leva a concluir que "Partes de vacas são partes de animais". A lógica sentencial explica como funcionam palavras como "e", "mas", "ou", "não", "se-então", "se e somente se", e "nem-ou". Frege expandiu a lógica para incluir palavras como "todos", "alguns", e "nenhum". Ele mostrou como podemos introduzir variáveis e quantificadores para reorganizar sentenças. • "Todos os humanos são mortais" se torna "Todos os X são tais que, se x é um humano então x é mortal” que pode ser escrito simbolicamente como: Fórmula lógica • "Alguns humanos são vegetarianos" se torna "Existe algum (ao menos um) x tal que x é humano e x é vegetariano" que pode ser escrito simbolicamente como: fórmula lógica Frege trata sentenças simples sem substantivos como predicados e aplica a eles to "dummy objects" (x). A estrutura lógica na discussão sobre objetos pode ser operada de acordo com as regras da lógica sentencial, com alguns detalhes adicionais para adicionar e remover quantificadores. O trabalho de Frege foi um dos que deu inicio à lógica formal contemporânea. Frege adiciona à lógica sentencial: (1) o vocabulário de quantificadores (o A de ponta-cabeça, e o E invertido) e variáveis, (2) uma semântica que explica que as variáveis denotam objetos individuais e que os quantificadores têm algo como a força de "todos" ou "alguns" em relação a esse objetos, e (3) métodos para usá-los numa linguagem. Para introduzir um quantificador "todos", você assume uma variável arbitrária, prova algo que deva ser verdadeira, e então prova que não importa que variável você escolha, que aquilo deve ser sempre verdade. Um quantificador "todos" pode ser removido aplicando-se a sentença para um objeto em particular. Um quantificador "algum" (existe) pode ser adicionado a uma sentença verdadeira de qualquer objeto; pode ser removida em favor de um temo sobre o qual você ainda não esteja pressupondo qualquer informação. Lógica de vários valores Sistemas que vão além dessas duas distinções (verdadeiro e falso) são conhecidos como lógicas não-aristotélicas, ou lógica de vários valores (ou então lógicas polivaluadas, ou ainda polivalentes). No início do século 20, Jan Łukasiewicz investigou a extensão dos tradicionais valores verdadeiro/falso para incluir um terceiro valor, "possível". Lógicas como a lógica difusa foram então desenvolvidas com um número infinito de "graus de verdade", representados, por exemplo, por um número real entre 0 e 1. Probabilidade bayesiana pode ser interpretada como um sistema de lógica onde probabilidade é o valor verdade subjetivo. Lógica e computadores A Lógica é extensivamente usada em áreas como Inteligência Artificial, e Ciência da computação.

Nas décadas de 50 e 60, pesquisadores previram que quando o conhecimento humano pudesse ser expresso usando lógica com notação matemática, supunham que seria possível criar uma máquina com a capacidade de pensar, ou seja, inteligência artificial. Isto se mostrou mais difícil que o esperado em função da complexidade do raciocínio humano. programação lógica é uma tentativa de fazer computadores usarem raciocínio lógico e a linguagem de programação Prolog é comumente utilizada para isto. Na lógica simbólica e lógica matemática, demonstrações feitas por humanos podem ser auxiliadas por computador. Usando demonstração automática de teoremas os computadores podem achar e checar demonstrações, assim como trabalhar com demonstrações muito extensas. Na ciência da computação, a álgebra booleana é a base do projeto de hardware. Testes de Lógica Vejam alguns testes simples de lógica: 1.Você está numa cela onde existem duas portas, cada uma vigiada por um guarda. Existe uma porta que dá para a liberdade, e outra para a morte. Você está livre para escolher a porta que quiser e por ela sair. Poderá fazer apenas uma pergunta a um dos dois guardas que vigiam as portas.

Um dos guardas sempre fala a verdade, e o outro sempre mente e você não sabe quem é o mentiroso e quem fala a verdade. Que pergunta você faria? 2.Você é prisioneiro de uma tribo indígena que conhece todos os segredos do Universo e, portanto sabem de tudo. Você está para receber sua sentença de morte. O cacique o desafia: “Faça uma afirmação qualquer. Se o que você falar for mentira você morrerá na fogueira, se falar uma verdade você será afogado. Se não pudermos definir sua afirmação como verdade ou mentira, nós te libertaremos. O que você diria?”. 3. Epiménides era um grego da cidade de Minos. Dizem que eles têm a fama de mentir muito. Certa vez, o mesmo citou esta passagem:

Era uma vez um bode que disse:
- Quando a mentira nunca é desvendada, quem está mentindo sou eu.
Em seguida o leão disse:
- Se o bode for um mentiroso, o que o dragão diz também é mentira.
Por fim o dragão disse:
- Quem for capaz de desvendar a minha mentira, então, ele estará dizendo a verdade.
Qual deles está mentindo?
Este teste é mais conhecido como paradoxo de Epiménides!

Reducionismo

Arquivado em: Artigos — hilltop @ 22:21

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Reducionismo Perigoso

O reducionismo, neste caso, é a redução sistemática do que se escuta ou lê a seus próprios conhecimentos. O reducionismo indica a atitude da pessoa que, em lugar de ampliar sua percepção com novos conhecimentos, reduz estes ao que já sabe e então rejeita o novo, pois às vezes o que é novo é apenas uma sutileza. Esta atitude é uma espécie de cegueira mental, pois devemos estar sempre ampliando nossa percepção e, não, dando chance a que ela se reduza, até inconscientemente. As pessoas que lêem ou assistem a palestras devem justamente procurar captar o que amplia sua percepção, ainda que em alguns casos, haja apenas uma pequena diferença, embora fundamental, entre o que ela ouve ou lê e o que já sabe. É claro que, na evolução do conhecimento, partimos do conhecido para o desconhecido. Também numa exposição, o autor vai caminhar do que já é bem conhecido para chegar ao que ele acrescentou com sua percepção, seus estudos e conclusões. A pessoa que pratica esse tipo de reducionismo tem a mente fechada, e em mente fechada nada entra e o conhecimento fica andando em círculo, como se os conceitos que a pessoa aprendeu antes fossem definitivos. Saber ler, assim como saber ouvir, não significa apenas decodificar o significado das palavras escritas ou proferidas. Para que uma pessoa amplie sua percepção, é preciso que aprenda a ler procurando sentir o que a leitura trouxe de novo, é preciso que aprenda a ouvir procurando encontrar idéias. Dizer-se que uma pessoa se “forma” quando cola grau, é uma ficção e que acreditar que sabe o suficiente dentro de sua “especialidade” está fadada à expulsão do mercado de trabalho.

Prof. Luiz Machado - 24/04/2008

29/04/2008

Exercício aeróbico

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 18:30

Exercício aeróbico rejuvenesce

Manter a forma com exercícios aeróbicos a partir da meia idade pode atrasar o processo do envelhecimento em mais de uma década e prolongar a vida independente, de acordo com uma nova revisão de pesquisas sobre exercícios aeróbicos e dependência em idade avançada.

O Dr. R. J. Shephard da Universidade de Toronto em Ontário, Canadá e seus colegas publicaram um artigo no periódico científico British Journal of Sports Medicine onde revisaram estudos sobre esta questão. Exercícios aeróbicos regulares aumentam a habilidade do corpo de captar oxigênio e utilizá-lo, mas a capacidade aeróbica máxima de uma pessoa declina com a idade. De acordo com Shephard, estudos sobre a resposta do treinamento aeróbico em pessoas mais velhas mostraram que se exercitar, especialmente com atividades físicas intensas por períodos mais longos, pode aumentar o poder aeróbico. Em realidade, sete estudos sobre este tipo de exercício descobriram que a capacidade aeróbica das pessoas aumentou 25%, o equivalente a 12 anos de perda de forma física.

Baseado nesta revisão, Shephard concluiu que pessoas mais velhas que fazem treinamento aeróbico progressivo podem manter a independência por mais tempo, pelo fato de atrasarem o relógio biológico na perda da forma aeróbica que ocorre com a idade. Outros pontos positivos da forma aeróbica incluem a redução de riscos de doenças sérias, recuperação mais rápida depois de ferimentos ou doenças e redução de riscos de quedas devido à manutenção da força muscular, equilíbrio e coordenação. “Ali se mostra a necessidade de esclarecer a importância da deterioração na forma física relativa com outras causas potenciais de dependência, mas, de um ponto de vista prático, atividade aeróbica regular pode ajudar em muitas questões de ambas as perdas: funcionais e doenças crônicas”, ele escreveu. In Hypescience

28/04/2008

Atração entre os sexos

Arquivado em: Textos Especiais — hilltop @ 18:20

A atração entre os sexos

Os segredos da atração entre os sexos

Os cientistas já estudaram muito as causas que fazem com que escolhamos nossos parceiros. Mas depois de todo este trabalho as regras da atração entre os humanos ainda não foram entendidas com clareza. segredos da atração sexualMas uma curta lista de regras científicas para o jogo do amor está emergindo. Algumas são claras como ver os olhos delineados de uma supermodelo e outras trabalham em níveis subconscientes, nos motivando a agir por razões evolucionárias que estão fechadas dentro das nuvens da paixão.

No final das contas, o amor duradouro depende tanto em comportamento quando em biologia. Simetria é igual a sexo Mutações genéticas que ocorrem desde a vida intra-uterina e pressões ambientais evitam a simetria humana perfeita e isso resulta em implicações para o resto da vida. Boa simetria mostra que um indivíduo possui características genéticas para sobreviver ao desenvolvimento, que é saudável e uma fértil escolha para reprodução.

O biólogo evolucionário Randy Thirnhill, da Universidade do Novo México (EUA), vem estudando a simetria humana por quinze anos e digitalizou rostos e corpos em computadores para determinar suas taxas de simetria. Tanto homens quanto a mulheres acharam mais atraentes e mais saudáveis as pessoas do sexo oposto com as maiores taxas de simetria do que os demais. A diferença entre estes pode ser de apenas poucos pontos percentuais. Sutilmente percebível, mas não necessariamente notável em suas aparências.

Ao questionar os participantes do estudo, Randy descobriu que homens com maiores graus de simetria sentem mais prazer com as parceiras sexuais do que homens com menor simetria.

  • Estes quadris

As formas do corpo obviamente também são importantes e os cientistas têm alguns números para provar. A psicóloca Devendra Singh da Universidade do Texas (EUA) estudou a proporção entre a cintura e o quadril das pessoas (waist-to-hip ratio em inglês ou WHR) Mulheres com WHR de 0,7, indicando cintura significativamente mais estreita que os quadris (30%), são mais desejáveis para os homens. E a análise destas figuras de ampulheta das modelos da Playboy e concorrentes do Miss America mostraram que a maioria destas mulheres possuam WHR de 0,7 ou menor. Em geral uma proporção entre 0,67 até 1,18 nas mulheres é atrativa para os homens, concluiu Devendra em um estudo realizado em 2004, enquanto para o corpo masculino a proporção de 0,8 até 1,0 WHR é atrativa para as mulheres. No entanto ter ombros largos é também muito atraente aos olhos elas. O que exatamente está codificado na proporção dos quadris? A grande e gorda pista sobre se a pessoa terá energia suficiente para ter filhos. A gordura é depositada no corpo em determinação aos hormônios sexuais; testosterona para o homem e estrogênio para a mulher. Se uma mulher produz a quantidade apropriada de estrogênio, então seu WHR cairá naturalmente na faixa desejada. O mesmo vale para a testosterona masculina.

Portanto as pessoas parecem estar programadas evolutivamente para enxergar a beleza em um corpo saudável e fértil. Pessoas com a proporção ideal entre quadril e cintura, não importando o peso (Marilyn Monroe era “cheinha”, mas tinha a proporção 0,7 WHR), são menos susceptíveis a doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, mostraram os estudos. As mulheres nessa faixa também possuem menos dificuldade para engravidar. “A idéia é que a beleza transporta informações sobre a saúde e fertilidade e nós admiramos isso”, disse Devendra.

  • Encare bem

A estrutura do rosto de uma pessoa também carrega traços de fertilidade. O estrógeno limita o crescimento ósseo na parte inferior e no queixo do rosto feminino tornando estas estruturas relativamente menores e curtas, assim como as sobrancelhas fazendo que seus olhos pareçam mais proeminentes. O rosto masculino é moldado pela testosterona o que ajuda a desenvolver mais a parte baixa do rosto e a mandíbula, assim como sobrancelhas proeminentes. Homens e mulheres que possuem estes traços são vistos como atraentes porque eles divulgam saúde reprodutiva. A pesquisadora também apontou a explosão da indústria da medicina cosmética, que fundamentalmente melhora a simetria corporal, como evidência de que é uma qualidade atrativa. Outro estudo recente revelou que dançarinos simétricos são mais atraentes.

  • Cheire isso

Outra pesquisa em 2006 reportou que as mulheres ficam com cheiro e aparência melhores, aos olhos masculinos, durante certos períodos do mês. E homens mais simétricos têm o olfato melhor. Emprestando camisetas de uma variedade de homens, os pesquisadores as ofereceram a narizes femininos perguntando suas impressões sobre os odores. Elas acharam que o cheiro dos homens simétricos era mais atraente e desejável, especialmente se a mulher estava menstruando. Neste ponto você já deve estar pensando sobre o quanto disso nós estamos conscientes. As regras da atração, foi descoberto, parece muitas vezes trabalhar em nosso subconsciente. Em alguns casos o estudo reportou que elas não sentiam nenhum cheiro na camiseta, mesmo assim disseram estar atraídas por ela. “Nós pensamos que a detecção destes tipos de cheiro está muito longe da consciência”, disse Randy. Em um estudo realizado em 2002 foi descoberto que as mulheres preferem o cheiro de homens com genes um tanto similares aos seus próprios ao invés do cheiro de homens quase geneticamente idênticos ou totalmente dissimilares. Os aromas subconscientes podem estar relacionados com os ferormônios, sinais químicos produzidos pelo corpo para comunicar a qualidade reprodutiva. O genoma humano contém mais de mil genes olfativos, comparado com apenas 300 dos fotoreceptores nos olhos, portanto os ferormônios têm recebido bastante atenção na pesquisa básica e por fabricantes de perfumes. Mas o papel dos ferormônios em humanos ainda é controverso.

Postado in Hypescience.com

24/04/2008

Emerge o Mal

Arquivado em: Artigos — hilltop @ 19:23

Da soberba humana emerge o mal

Sobre o Mal - Fernando Montes D'Oca

Da soberba humana emerge o mal. Com este feedback talvez seja possível elucidar a questão da maldade no mundo.

Ao longo da história da humanidade houve muitas tentativas de se personificar e/ou entificar tanto o bem como o mal. Tais empreendimentos, não obstante o fracasso anunciado por pretensões intelectuais e pseudomorais, ainda hoje encontram um significativo lugar na vida das pessoas.

Muito se creu e se crê que o mal não só pode tomar forma humana como tem um lugar que lhe é próprio. Basta lembrar os exorcismos e as formulações da “teologia do cagaço”, que pregava muito mais sobre o diabo e sua morada infernal do que propriamente sobre deus. Infelizmente, parece que hoje isto ainda se repete em denominações religiosas menos tradicionais.

O mal entificado, por assustar muito mais do que um mal entendido como um conjunto de ações pouco edificantes e prejudiciais à pessoa humana, financiou não só o estabelecimento de uma estrutura dominadora e subjugadora dos mais fracos, como a disseminação de um terror coletivo nas mentes das pessoas.

A estratégia de exteriorizar o mal, isto é, de jogá-lo para fora da psique, da razão e da moral humana, trata-se de um subterfúgio para “tirar o mal do homem”, ou seja, para dizer que este por si não é mau, mas poderá sê-lo, caso acometido por uma entidade maligna. Ora, esta parece ser a matriz dos filmes de terror. E não sem razão o é, haja vista que tal concepção da idéia de mal esteve em voga no período histórico que faltava esclarecimento (razão) ao homem. De fato, a ambivalência bem versus mal parecia explicar tudo. Antes fosse assim! A oposição bem/mal, valorizadora do mal, só “serviu” para alienar cada vez mais o homem.

É preciso compreender a realidade não objetivamente ou de fora para dentro, mas do humano (sujeito) para fora. O mal é humano e não diabólico, sob a acepção que erroneamente se faz. O que divide, sim, é (di)abólico. Fazer o bem ou o mal, tal como ser bom ou mau compete exclusivamente ao homem. O mal não reside em entidades ou seres de “outro mundo” (mundo paralelo), assim como ser bom não é uma qualidade exclusiva dos santos, dos anjos ou de deus.

Mais do que nunca, urge uma compreensão horizontal da realidade, aliás, somente tal entendimento é passível de ser atingido. Os gregos rechaçaram os mitos seis séculos antes de Cristo, porém parece que ainda hoje se vive num mundo fantasioso, alegórico e mítico.

É possível dizer, sem titubear, que o único “verdadeiro” mal no mundo emerge da soberba, e ainda, falando evangelicamente, do interior do coração (Mc 7,15-23). Ora, impuro não é o que entra na boca do homem, mas o que sai dela. Eis a sede do mal: o interior do homem. Muitos buscam se precaver de males externos ou entificados, quando, na verdade, o mal reside no coração e na razão.

O mal no mundo não é fantasioso, mas real, e tem sua gênese, por assim dizer, nas ações que ferem a dignidade humana. O mal nasce da mentira, do desejo de vingança, da vontade de querer passar por cima dos outros, nasce das traições, nasce da morte anunciada, da ambição, nasce do orgulho que aterroriza, fere e mata. Não é à-toa que o primeiro ensinamento bíblico, apesar de toda alegoria poética, remete a soberba do primeiro homem. O mal não está, portanto, no réptil rastejante, mas no bípede de razão.

* Licenciado em Filosofia pela UFSM e acadêmico do Curso de Letras da URCAMP.

Antes de Nós

Arquivado em: Poesias, Textos Especiais — hilltop @ 19:13
Antes de Nós - Ricardo Reis

Antes de nós nos mesmos arvoredos

Passou o vento, quando havia vento,

E as folhas não falavam

De outro modo do que hoje.

Passamos e agitamo-nos debalde.

Não fazemos mais ruído no que existe

Do que as folhas das árvores

Ou os passos do vento.

Tentemos pois com abandono assíduo

Entregar nosso esforço à Natureza

E não querer mais vida

Que a das árvores verdes.

Inutilmente parecemos grandes.

Salvo nós nada pelo mundo fora

Nos saúda a grandeza

Nem sem querer nos serve.

Se aqui, à beira-mar, o meu indício

Na areia o mar com ondas três o apaga,

Que fará na alta praia

Em que o mar é o Tempo?

Ricardo Reis nasceu no Porto, em 4 de julho de 1908, e morreu em São Paulo, em 24 de julho de 1972. Licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas pela Faculdade de Letras do Porto. Foi também ensaista, crítico de poesia. Leia mais sobre Ricardo Reis.

O Prazer

Arquivado em: Artigos, Textos Especiais — hilltop @ 19:09

Explosões de Prazer

Explosões de Prazer - Estudos mostram o que acontece no cérebro durante o orgasmo; diversas áreas são desativadas, tal como disjuntores que se desacoplam devido a sobrecarga elétrica - Ela sabia que o local era pouco apropriado. Além disso, não costumava ter emoções que a deixassem fora de controle. Mas não havia como evitar a paixão à primeira vista, a vontade de transgredir, de se atirar nos braços do primo que, como ela, viera se despedir do tio falecido. “Isso só pode ter sido coisa daquele adesivo”, disse Marianne ao entrevistador, que pacientemente preenchia um questionário. Marianne é uma das participantes de um estudo realizado em 52 centros de pesquisa nos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Todas elas manifestavam a síndrome do desejo hipoativo, condição em que a libido simplesmente desaparece da vida da mulher. Essas mulheres haviam sido submetidas à cirurgia que remove ovários e trompas. Outra condição para que elas participassem do estudo era a de que o desejo sexual estivesse presente antes da cirurgia. Na tentativa de restaurá-lo, elas foram tratadas com um adesivo à base de testosterona. Como em todo estudo científico, metade do grupo recebeu um adesivo sem valor terapêutico, o conhecido placebo.
  • Ternura



Depois de 12 semanas, Marianne se sentia outra mulher. O desejo sexual voltou na forma de discretas fantasias, depois na descoberta das sensações eróticas por meio do próprio toque, até que ela pôde entregar-se ao marido novamente e, pela primeira vez depois de quase três anos, desfrutar um orgasmo. A pontuação que comparava sua condição antes e depois do uso do adesivo mostrava 100% de melhora. O que é mais estranho, paradoxal e inexplicável é o fato de Marianne ter sido incluída no grupo de mulheres que recebeu placebo, não testosterona. Vale ressaltar que a pontuação daquelas do grupo tratado com o hormônio masculino mostrou melhora de 250%. Para Marianne, o importante era ter sua vida sexual de volta; estatística à parte, era isso que bastava.
Martin Portner é neurologista, mestre em neurociências pela Universidade de Oxford e autor de A senha da virilidade (Editora AGE, 1996) e de Inteligência sexual (Editora Gente, 1999). Nos últimos anos realiza palestras e oficinas sobre capacidade cerebral e criatividade. - Saiba mais indo ao hyperlink: Explosões de PRAZER - Mente e Cérebro.

19/04/2008

O Milagre da Ciência (02)

Arquivado em: Do Editor — hilltop @ 00:23

O Comentário de Marcílio vem aqui editado assentado no texto de Paulo Levita. Paulo Levita é engenheiro civil, músico e colaborador.  Inicia rememorando  “Se milagres desejais recorrei a Santo Antônio, vereis fugir o demônio e as tentações infernais”.   “Quando a Lua estiver na sétima casa e Júpiter alinhar com Marte, então a paz guiará os planetas e o amor direcionará as estrelas”.    “Todos os planetas giram em torno do Sol numa órbita elíptica, estando o Sol em um dos seus focos”.
Paulo Levita a seguir enuncia: Os três enunciados são fascinantes e sedutores. Veja o texto completo indo a páginas in O Milagre da Ciência.

 


Aqui vem o comentário do Engenheiro Marcílio: Caro Paulo, Permita-me parafrasear seu texto:

         deus de               

A CIÊNCIA DO MILAGRE

A Religião e o misticismo não são os culpados "pelo atraso científico da humanidade", de fato os maiores cientistas de todas as épocas, onde destacam-se Newtom, Einstein, o próprio Pitágoras, Tales de Mileto, Benjamin Franklin, Arquimedes, todos eles manifestavam algum tipo de religiosidade e crença, só a partir da Renascença começamos a desenvolver o racicíonio, vamos dizer "laico". É tambem fato que durante muitos séculos a, praticamente  única, forma de cultura acadêmica, foi a de natureza teológica,  este fato transformou a religião  na verdadeira mantenedora, guardadora , depositária do conhecimento vigente (a única titulação de Darwin era de teólogo). Fora isto, o que existia não era o "iluminismo ateu", mas a bárbarie. Graças à Igreja temos as instituições ocidentais de hoje, por outro lado veja se ocorreu, em algum lugar do mundo, a "tecnologia laica" em sua origem, estímulos, manutenção, divulgação, tal coisa simplesmente não existe. As grandes universidades do mundo têm origem em instituições religiosas: Havard(Batista), Princeton(Presbiteriana), Cambridge(Anglicana), fora as Pontíficias Universidades Católicas.

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A universidade Mackenzie, Metodista  etc… Infelizmente teu raciocínio esta impregnado pela incipiência, preconceito e prepotência, do modelo cultural humanista, ingênuo, positivista, determinista e cartesiano, todos eles métodos ultrapassados (diga-se de passagem que, mesmo o sistema cartesiano,tão eficiente à física clássica, é ineficaz  para descrever os conceitos de espaço-tempo modernos, além de não resistir a axiomas matemático-filósoficos atuais) .     Amigo, não julgue a parte pelo todo, do contrário você condenará  a ciência que produziu antes da ressonância magnética, Hiroshima e Nagasaki, e antes da Viking, Pathinfinder, voyeger; vieram os mísseis balísticos, as ogivas nucleares, a guerra biológica,a bomba de neutrons, e o que de mal produziu a fé, é fichinha comparado aos milagres da deusa ciência, e seus adoradores são bitolados ,verdadeiros fanáticos, procurando afirmações absolutas, num espaço caracterizado pela metarmofose e efemeridade das teses.

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Desde Heisenberg e De Broglie, acabaram-se as certezas, restando a convicção de que a humanidade não dispõe de instrumento mental para o conhecimento da realidade em si, não podemos viver na relatividade absoluta, nem no universo da incerteza quântica, e pior quando a mente pueril esta abarrotada de "pré-conceitos".
Obs: como você sou Engenheiro civil, especialista em Petróleo e Gás, e a cerca de 18 anos, dublê de mestre.
Atenciosamente, Marcilio
18 de abril,2008
marcilio leão | milao2003@yahoo.com.br | IP: 189.70.96.165

11/04/2008

Teoria da Evolução

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A teoria da evolução

Quinze mitos sobre a Teoria da Evolução - A evolução biológica é originada pelas modificações. Essa definição abrange evolução em pequena escala (mudanças na freqüência genética em uma população entre uma geração e a seguinte) e mudanças em grande escala (a origem de espécies diferentes de um ancestral em comum ao longo de muitas gerações). A evolução nos ajuda a entender a história da vida. Enquanto a evolução é largamente aceita, muitas pessoas se prendem a idéias erradas sobre ela. Esta lista deverá a ajudar a dissipar muitos destes mitos. 15. A evolução é uma teoria sobre a origem da vida A Teoria da Evolução lida essencialmente com a maneira em que a vida esteve mudando depois de sua origem. A ciência está interessada nas origens da vida (por exemplo, a composição da sopa primordial de qual a vida poderia ter se originado), mas estes não são os assuntos cobertos pela área da evolução. O que se sabe é que, independente do seu início, em algum ponto a vida começou a se ramificar. A evolução é então dedicada ao estudo destes processos.



14. Os organismos estão sempre melhorando Enquanto é fato que a seleção natural remove partes insalubres de um conjunto de genes, há muitos casos em que organismos imperfeitos sobreviveram. Alguns exemplos disto são os fungos, tubarões, lagostim e musgos. Todos estes não se modificaram em essência durante um grande período de tempo. Estes organismos são todos suficientemente adaptados nos seus ambientes para sobrevivem sem melhorias. Outros mudaram muito, mas não necessariamente para melhor. Algumas criaturas que tiveram seus ambientes modificados e suas adaptações podem não ter sido adequadas à sua nova situação. A adequação está ligada ao seu ambiente, não ao progresso. 13. Evolução significa que a vida mudou “ao acaso” Em realidade a seleção natural não é aleatória. Muitos animais aquáticos, por exemplo, precisam de velocidade para sobreviver e se reproduzir. As criaturas com esta habilidade são mais adequadas aos seus ambientes e tem maiores chances de sobreviver à seleção natural. Em seguida eles irão produzir mais descendentes com os mesmos traços, e o ciclo continua. A idéia de que evolução ocorre ao acaso não leva todo o cenário em conta.



12. Seleção natural envolve organismos “tentando” se adaptar Os organismos não “tentam” se adaptar, é a seleção natural que permite que vários membros de um grupo sobrevivam e se reproduzam. A adaptação genética está totalmente fora do alcance do organismo em desenvolvimento. 11. Seleção natural dá aos organismos o que eles “precisam” A seleção natural não tem “inteligência”, não pode saber o que as espécies precisam. Se uma população possui variações genéticas que são mais adaptadas aos seus ambientes, eles irão reproduzir mais na próxima geração (porque possuem maiores chances de sobrevivência), e a população irá evoluir. Se a diversidade genética não está presente a população provavelmente morrerá ou sobreviverá com poucas mudanças evolucionárias. 10. Evolução é “só” uma teoria Cientificamente falando, uma teoria é uma idéia bastante evidenciada que explica aspectos do mundo natural. Infelizmente outras definições de teoria (assim como “suposição” ou “palpite”) causam uma grande confusão no mundo não-científico quando se lida com ciência. Eles são, na realidade, dois conceitos bem diferentes.
Teoria (Dicionário Houaiss da língua portuguesa): 1. conjunto de regras ou leis, mais ou menos sistematizadas, aplicadas a uma área específica 5. qualquer noção abrangente; generalidade Ex.: falava sem parar, contava casos e expunha teorias.



9. Evolução é uma teoria em crise Não há dúvida em ciência que a evolução tenha ocorrido. Há sim, no entanto, debate sobre como ela ocorreu. As minúcias do processo são vigorosamente debatidas, o que podem fazer com que os anti-evolucionistas acreditem que é uma teoria em crise. Evolução é pura ciência e é tratada assim por cientistas em todo o mundo. 8. As lacunas nos registros de fósseis refutam a evolução Em realidade existem muitos fósseis transicionais. Por exemplo, há fósseis de organismos transicionais entre os pássaros modernos e seus ancestrais dinossauros. Há muitas formas transicionais que não foram observadas, mas isso ocorre simplesmente porque alguns organismos não se fossilizaram bem ou existiram em condições que não permitiram o processo de fossilização. A ciência prevê que haverá lacunas no registro de muitas mudanças evolutivas. Isso não refuta a teoria. 7. A teoria evolucionária está incompleta A ciência evolucionária é um trabalho em andamento.




A ciência está constantemente realizando novas descobertas com respeito a isso e as explicações são sempre ajustadas se necessário. A teoria evolutiva é como todas as outras ciências neste ponto. A ciência está sempre tentando ampliar nossos conhecimentos. No presente, a evolução é a única explicação sólida para toda a diversidade biológica existente. 6. A teoria é falha A ciência é um campo extremamente competitivo. Se qualquer falha é descoberta na Teoria da Evolução ela será rapidamente corrigida. Todas as falhas alegadas, que os criacionistas colocam em evidência, foram investigadas cuidadosamente por cientistas e elas simplesmente não casam. Elas são comumente baseadas em maus-entendimentos da teoria ou más-interpretações das evidências.5. Evolução não é ciência, pois não é observável A evolução é observável e testável. A confusão aqui ocorre porque as pessoas pensam que a ciência é limitada a experimentos em laboratórios por técnicos com jalecos brancos.




Na realidade uma grande quantidade de informação científica é reunida no próprio mundo real. Astrônomos obviamente não podem tocar fisicamente os objetos que estudam (estrelas e galáxias, por exemplo), no entanto uma grande quantidade de conhecimento pode ser adquirida através de múltiplas linhas de estudo. Isso também é verdade no caso da evolução.Também é verdade que haja muitos mecanismos da evolução que podem ser, e são estudados através de experimentação direta com outras ciências. 4. A maioria dos biólogos rejeitaram o Darwinismo Cientistas não rejeitam as teorias de Darwin, eles as modificaram através do tempo à medida que mais conhecimentos tem sido descobertos. Darwin considerou que a evolução progrediu de maneira deliberada e lenta, mas em realidade já foi descoberto que ela pode ocorrer em ritmo acelerado sob certas circunstâncias. Não houve, até o momento, nenhum desafio convincente aos princípios básicos da teoria de Darwin. Os cientistas melhoraram e expandiram a teoria darwiniana original da Seleção Natural: ela não foi rejeitada. Houve também adições. 3. A evolução leva a comportamentos imorais Todas as espécies animais possuem padrões de comportamentos que elas compartilham com os outros membros de sua espécie. Lesmas agem como lesmas, cães como cães e humanos como humanos. É ridículo presumir que uma criança passará a comportar-se como outra criatura quando descobre que está relacionado a ela. É absurdo ligar evolução a comportamento imoral ou inadequado.




2. A Evolução apóia o “mundo é dos fortes” No século 19 e início do século 20 uma filosofia chamada “Darwinismo Social” brotou de tentativas extraviadas de aplicar evolução biológica à sociedade. Essa filosofia disse que a sociedade deveria permitir que os fracos enfraquecessem e morressem. E isso não seria apenas a situação ideal, mas a moralmente correta. Isso permitiu a racionalização de preconceitos. Alguns se tornaram muito populares como: Os pobres mereciam a situação em que viviam devido a serem menos aptos. Isso foi uma apropriação indébita da ciência. O Darwinismo Social foi, felizmente, repudiado. A evolução biológica não. 1. Os professores deveriam ensinar os dois lados Existem dezenas de milhares de visões religiosas diferentes a respeito da criação. É simplesmente impossível que todas estas perspectivas sejam apresentadas. Além disto, nenhuma das teorias é baseada em ciência e, portanto não tem lugar nas aulas de ciências. Em aulas de ciências os estudantes podem debater em que ponto uma criatura criou um novo galho na árvore da vida, mas não é correto argumentar uma crença religiosa na aula de ciência. O argumento do que seria “justo” é freqüentemente usado por grupos na tentativa de injetar seus dogmas religiosos no currículo científico. Excertos in site TecnoCientista.

3/04/2008

Duas Almas

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Poesia

Duas almas

Alceu Wamosy


Ó tu que vens de longe, ó tu, que vens cansada,

Entra, e, sob este teto encontrarás carinho:

Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho,

Vives sozinha sempre, e nunca foste amada…

A neve anda a branquear, lividamente, a estrada,

E a minha alcova tem a tepidez de um ninho,

Entra, ao menos até que as curvas do caminho

Se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa,

Essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua,

Podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha.

Há de ficar comigo uma saudade tua…

Hás de levar contigo uma saudade minha…

Alceu Wamosy (Uruguaiana RS, 1895 - Livramento RS, 1923) publicou seu primeiro livro de poesia, Flâmulas, em 1913. Poeta simbolista,escreveu poemas cheios de desencanto, em uma produção que se destacou no sul do país e é uma das mais significativas do Simbolismo brasileiro.

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