Cume - Escalando Montanhas

30/05/2007

a transparência

Arquivado em: Artigos — hilltop @ 03:10

O que a transparência exibe - Editorial de O estado de São Paulo -  Postado no Blog do Noblat - 29.05.07 - O que mais chamou a atenção quando a revista Veja informou que o lobista de uma empreiteira pagava aluguel para uma inquilina com quem o presidente do Senado, Renan Calheiros, teve uma filha e uma pensão para a criança, além de manter à disposição dele um flat num hotel de Brasília, foi algo que por si só fala volumes: ninguém se surpreendeu com a notícia. A reação praticamente unânime de todos quantos têm familiaridade com o currículo do presidente do Senado - agora enriquecido pelas revelações de sua diligente atuação em favor do afamado Zuleido Veras, da Construtora Gautama, o principal atingido pela Operação Navalha como fraudador de obras e pagador de propinas às mancheias a políticos e agentes públicos em geral - foi outra: a constatação de quanto tempo levou até uma denúncia como aquela explodir na face de um dos mais desenvoltos integrantes da patota collorida no sofrido Estado de Alagoas. Numa passagem da nota com que reagiu à reportagem, recebida com manifestas reservas até por seus correligionários - a ponto de o terem aconselhado no fim da semana a não mentir na defesa que ficara de apresentar ontem da tribuna do Senado -, Calheiros faz praça da “absoluta transparência” de suas atividades políticas. Absoluta ou não, o que a transparência exibe com maior nitidez é a sua promiscuidade com figuras das quais governantes, parlamentares e funcionários zelosos de sua idoneidade e respeitadores das fronteiras entre o público e o privado tratam de guardar prudente distância. Tome-se o caso do relacionamento do titular do Congresso - e terceiro nome na linha de sucessão do presidente da República - com o lobista Cláudio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior. Por mais que não se deva, a priori, culpar quem quer que seja por associação, ao contrário do que recomenda o ditado do “dize-me com quem andas”, eis um tipo de vínculo que caminha necessariamente em terreno minado por clamorosos conflitos de interesses.

Apenas para raciocinar, admita-se - na contramão de todos os indícios plausíveis - que Calheiros tenha dito a verdade quando assegurou que “meus compromissos sempre foram honrados com meus próprios recursos”. Admita-se ainda que, apenas por discrição num caso circunscrito à sua “mais íntima privacidade”, ele tenha recorrido durante três anos a um intermediário para fazer os pagamentos mencionados na reportagem da Veja. O senso comum elementar impõe a pergunta: mas por que exatamente um lobista, ainda mais de uma grande empreiteira? Aos 51 anos, não teria o parlamentar do sociável PMDB um amigo de confiança exercendo qualquer outra atividade que não despertasse suspeita? A indagação parece responder-se por si mesma quando se lança luz sobre outra figura das relações do senador, que adquiriu, pelas piores razões, súbita notoriedade: o empreiteiro Zuleido. Calheiros admite conhecê-lo há 20 anos, sem saber de nada que o desabonasse. Vai ver foi por isso que, entre dezembro de 2005 e junho de 2006, ele intercedeu junto ao presidente Lula para que liberasse verbas destinadas a uma obra da Gautama em Alagoas. (Zuleido esteve pelo menos uma vez no Planalto, em 2004, para um encontro com o então ministro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jaques Wagner, hoje governador da Bahia. Não consta que tenha sido recebido pelo presidente.) Calheiros atribui o seu envolvimento a pedido de governadores da região. Mas o seu irmão deputado, Olavo Calheiros, apurou a Polícia Federal, deu uma força para a Gautama no Orçamento da União. De todo modo, o que se quer ressaltar - e de que os irmãos Calheiros parecem exemplos de livro de texto - é a forma como a corrupção se estrutura a partir de intricadas redes de relacionamento pessoal, necessárias ao sucesso de cada um no velho “Brasil cordial” de que falava Sérgio Buarque de Holanda. Essas malhas formam o resistente tecido da promiscuidade no País. A trama não só suporta as investidas de corruptores e corruptos contra o erário, como também recobre os seus esquemas de proteção mútua - das resistências à implantação de mecanismos institucionais capazes de tapar os múltiplos ralos por onde escoa o dinheiro público, aos estratagemas que fazem da impunidade uma norma que se perpetua, operações depois de operações da Polícia Federal.

 

as florestas

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As Florestas Encantadas - Postado no Blog do DiegoCasagrande - 18.05.07 - por Carlos Alberto Silva - Apesar de estar no Rio Grande do Sul há mais de 150 anos, apenas agora o eucalipto foi elevado à condição de inimigo público. Quais as justificativas técnicas? É uma espécie exótica… Bem espécies exóticas são cultivadas desde a invasão européia nestes pagos. Ainda bem, pois estaríamos comendo mandioca, peixe e alguma caça até hoje, já que arroz, feijão, morango, tomate, alface, tudo é exótico. O milho, apesar de ser da América do Sul, não existia por aqui, também. Não, a justificativa seria que é uma árvore exótica. Bem, também o é o pêssego, a maçã, o kiwi, a pecaneira, a acácia negra e tantas outras cultivadas aqui na Metade Sul (e sempre como monoculturas) e das quais não se fala em extermínio ou proibição. Não, os "técnicos" não podem permitir a monocultura! E o que seriam as outras culturas que temos por aqui e pelo mundo afora? Como pretender alimentar a humanidade com pequenas lavouras? Na Assembléia Legislativa, as opiniões são francas, com poucas vozes levantando-se em defesa de nossa terra. O deputado petista Elvino Bohn Gass disse em um evento: "Peço a transcrição nos anais da Casa do jornal ExtraClasse, do Sindicato dos professores – Sinp (o autor errou o nome do sindicato, que é Sinpro/RS) –, edição 98, com o título seguinte: Pampa pode virar deserto verde. artigo servirá para que façamos uma reflexão sobre monoculturas, nesse caso a monocultura de árvores, que para nós não representa desenvolvimento". E o que diz este trabalho? A transcrição está no site da AL. Entre as preciosidades encontradas, estão algumas declarações pseudocientíficas, como: "Entre os danos ambientais denunciados pelo Movimento estão a degradação do solo, que geralmente fica descoberto nos dois anos após a plantação e nos dois anos depois da colheita, a erosão e a compactação gerada pelo uso de máquinas pesadas. Outro grave impacto, apontado por Ana Filippini (ativista do grupo uruguaio Guayubira), é a escassez dos recursos hídricos em função do alto consumo de água necessário para as monoculturas". Porque a citação de um jornal agregado a um sindicato que, por profissão, nada entende de monocultura, consumo de água, espécies exóticas? Porque não citar o jornal do CREA, por exemplo? Talvez porque lá não tenham essas baboseiras escritas… Se tiver interesse em ler o conteúdo total, veja em http://www.sinpro-rs.org.br/extraclasse/dez05/especial.asp. Apenas para registro: o deputado, que é do noroeste do Estado, área de grandes extensões de monocultura de soja, trigo, milho, aveia, não elevou a voz contra estas culturas…

Solo descoberto? Talvez eles não saibam que o solo fica mais tempo descoberto nas culturas anuais plantadas com tecnologia convencional. E há a matemática burra de tentar dizer que a terra fica desnuda por quatro anos (dois anos depois do plantio e dois anos depois da colheita). Como o plantio é imediato ao corte, seriam apenas dois anos, mas isto não é verdade, pois a área não é lavrada, como na agricultura tradicional.

Erosão e compactação? O trânsito de equipamentos pesados somente se fará a cada sete anos, quando da colheita e, mesmo assim, não são mais pesados que colheitadeiras de soja, trigo, milho, arroz… Alto consumo de água? Pensem que o eucalipto consome água como qualquer ser vivo e lavouras de arroz, com absoluta certeza, consomem muito mais. Mas não queremos acabar com a produção arrozeira. Ou queremos? Onde está a verdade, então? Vejam estas declarações do pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Ludwig Buckup (de espetacular currículo, mas sem nenhuma presença na Metade Sul):

"A gente nota que há uma preocupação de se fazer um zoneamento que leve em conta as peculiaridades ambientais do espaço meridional do Estado, com as áreas apropriadas e não apropriadas para o plantio. Acho que é um documento que deve ser seguido mesmo. Mas é claro que as indicações que estão naquele zoneamento conflitam com o interesse das empresas, de plantar onde querem e como querem, e com cobertura do governo".

"As empresas, no seu propósito, não acenam com nenhuma medida que realmente leve em conta a preservação ambiental. Elas querem plantar e colher, não importa onde nem como e a que custo. Os custos ambientais eles desconhecem, não querem. As manifestações, especialmente da Ageflor, são todas neste sentido. O que importa é aquilo que tem sido anunciado, até pelo governo, do resgate econômico da Metade Sul a qualquer custo, nem que seja o custo ambiental. Por isso, a única alternativa que existe agora é que o zoneamento ambiental seja respeitado, e de que forma alguma seja prorrogado o Termo de Ajustamento de Conduta”. O nobre professor (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783680Y5) não conhece a realidade destes projetos. Devemos salientar que os projetos das empresas florestais contemplam, sim, medidas importantes para a conservação ambiental. Nos seus projetos, é previsto o levantamento preliminar para identificação da fauna e flora, localização das APP (Áreas de Preservação Permanente), da reserva legal de 20%, do interesse histórico ou arqueológico e a criação de corredores entre estas áreas destacadas, para a circulação de espécies nativas. Além disso, prevê a preservação de nascentes e cursos d´água, como determina a legislação nacional e estadual e atendendo às mais exigentes normas internacionais. Com isto, apenas 50% das áreas adquiridas pelas empresas seriam realmente plantadas com eucaliptos.

Na proposta de Zoneamento realizada pela FEPAM, a equipe técnica foi composta por um arquiteto, quatro biólogos, dois geógrafos, um engenheiro químico e um engenheiro florestal (sete mulheres e três homens). Nenhum agrônomo, nenhum veterinário. Considerando que as principais atividades da região referem-se à agricultura e à pecuária, é uma estranha divisão de tarefas. Já nos "Princípios Norteadores" deste trabalho, encontramos a primeira aversão ao eucalipto, denotando que o trabalho foi dirigido contra esta espécie: "Buscar o fortalecimento e a diversificação da economia local, evitando a dependência da produção florestal a um único produto". Os agradecimentos do trabalho também se referem à "equipe técnica do Serviço da Região do Litoral, do Guaíba, do Uruguai, do GeoFepam e Divisão Agrossilvopastoril da FEPAM". Onde estariam os agradecimentos às universidades da Metade Sul, às entidades ligadas ao agronegócio (mesmo públicas, como a EMATER) e a entidades da região da Campanha ou da Fronteira Oeste? Não foram consultadas neste trabalho? Talvez os nobres técnicos (não sei quantos seriam da Metade Sul e quantos estão aquerenciados em Porto Alegre) não tenham entendido que para haver uma diversificação, algo novo tem que entrar na economia… Onde está a verdade? Porto Alegre contra o Pampa! Esta é a verdade!

29/05/2007

anticristo

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Cardeal alerta Papa para 'anticristo atrás de ecologista' - Valquíria Rey - De Roma - O cardeal chegou a ser cotado para suceder o papa João Paulo 2º - O arcebispo emérito de Bolonha, o cardeal ultraconservador Giacomo Biffi, alertou o papa Bento 16 e a Cúria Romana para a existência de um "anticristo ecológico, pacifista e ecumênico". A afirmação foi feita durante uma das meditações espirituais da  o anticristo Quaresma realizadas nesta semana e causou consternação entre ambientalistas, pacifistas e defensores da união entre as várias igrejas cristãs. Conhecido por suas acusações de que os muçulmanos estariam invadindo a Europa, Biffi citou o filósofo russo Vladimir Solovyov (1853-1900) para afirmar que o anticristo está vivo. "O anticristo pode se apresentar ou se esconder atrás de um pacifista, um ecologista ou um ecumênico", declarou o cardeal. "(Ele) convocará um conselho ecumênico e buscará o consenso de todas as igrejas cristãs." Ainda citando o filósofo russo, o cardeal disse que a multidão poderá seguir o anticristo, mas, perseguidos, pequenos grupos de cristãos, ortodoxos e protestantes lutarão e responderão que ele dá tudo, menos o mais importante: Jesus Cristo.

  • Recado

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, o cardeal queria não apenas fazer um alerta, mas mandar um recado ao Parlamento italiano. Ao analisar as declarações do cardeal Biffi, o La Repubblica tentou descobrir quem seriam os prováveis "espíritos do mal" entre os líderes políticos da Itália. Para o jornal, a tentativa de demonização de Biffi incluiria até os democrata-cristãos, mas excluiria os parlamentares de centro-direita. As declarações ocorreram no momento em que a Itália busca uma solução para sair da crise política iniciada na semana passada com o pedido de renúncia do primeiro-ministro Romano Prodi, que, após longas negociações, permaneceu no cargo. Durante a semana, um pequeno grupo de católicos tradicionalistas rezou em frente ao Parlamento pela queda do governo de centro-esquerda, considerado por eles contra Deus e a natureza. Em inúmeras ocasiões, a Igreja Católica italiana manifestou sua posição contrária à aprovação de pontos polêmicos em discussão antes da crise de governo, como o reconhecimento das uniões civis de casais homossexuais. Para o cardeal de 78 anos, que deixou a Arquidiocese de Bolonha há três anos, "hoje corremos o risco de ter um cristianismo que coloca entre parênteses Jesus com a sua cruz e ressurreição". "Os cristãos correm perigo no mundo de hoje porque o filho de Deus não é traduzido em uma série de bons projetos aprovados com a mentalidade mundana dominante", acrescentou Biffi.

  • Polêmico

As declarações do cardeal já causaram polêmica em outras ocasiões. No final de 2000, ele divulgou um documento em que acusava os muçulmanos de invadir a Europa, e sugeria ao Estado italiano discriminar os imigrantes com base em sua fé religiosa. O cardeal disse que essa seria uma maneira de proteger a identidade nacional italiana. Na mesma linha do pensamento atual, em 2000, o cardeal já havia afirmado que o anticristo poderia ter o perfil de um defensor da paz ou ecologista. "O anticristo será um convicto espiritualista, um admirador filantrópico, um pacifista aplicado e primoroso, um vegetariano observador, um defensor dos animais determinado e ativo", afirmou, com ironia, na ocasião. "Inclusive, se apresentará como um excelente ecumênico, capaz de dialogar com palavras cheias de doçura, sabedoria e eloqüência."

montando uma ditadura

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 03:03


  • Venezuela está 'montando uma ditadura', diz Abdenur - 28.02.07 - por Denize Bacoccina, da BBC Brasil - O ex-embaixador brasileiro em Washington, Roberto Abdenur, criticou a entrada da Venezuela no Mercosul como membro pleno e disse que o país está montando “verdadeiramente uma ditadura”. “Considero não ser conveniente a entrada plena da Venezuela no Mercosul”, afirmou Abdenur na Comissão de Relações Exteriores do Senado. “É inadequado, indesejado e contraproducente”, disse ele. “Tanto por razões econômicas como pelo perfil político, que vai alterar em detrimento do Brasil o jogo de poder dentro do Mercosul”, afirmou o embaixador, que foi removido do cargo em janeiro deste ano por meio de um telegrama do Itamaraty. De volta ao Brasil, ele pediu aposentadoria depois de 44 anos na carreira diplomática e há três semanas deu uma entrevista à revista Veja criticando o que considera a ideologização da política externa brasileira.
  • "Ideário econômico"chavez

Abdenur disse que a situação no país andino não é compatível com o compromisso democrático do Brasil e dos outros países do Mercosul. “Tenho a impressão de que, infelizmente, o que se está se montando hoje na Venezuela é verdadeiramente uma ditadura”, afirmou o ex-embaixador brasileiro na capital americana. Ele disse que o governo da Venezuela tem um “ideário econômico” incompatível e contraditório com o projeto de integração do Mercosul. “Ele tem outras idéias, ele está trabalhando na base do escambo, troca petróleo por serviço e não tem interesse em estimular pra valer o comércio internacional”, afirmou.

  • Integração energética

Abdenur também disse que a crise do gás com a Bolívia mostra a vulnerabilidade energética do Brasil e a dificuldade da integração energética na região. “A integração energética na América do Sul é mais complicada. A integração física é mais fácil. O Brasil precisa tomar cuidado para não colocar-se numa posição de vulnerabilidade”, afirmou. A integração energética é uma das vantagens apontadas pelo governo brasileiro para a entrada da Venezuela e da Bolívia no bloco, além de projetos conjuntos de gasodutos e refinarias de petróleo. Os problemas de relacionamento com os vizinhos têm que ser encarados como uma conseqüência do tamanho do Brasil, disse Abdenur. “O Brasil tem que ter sempre em mente que nós somos os novos gringos na região.”

  • China

Abdenur também aprofundou a crítica à relação do Brasil com a China, considerada o estopim do desgaste do embaixador junto ao ministro Celso Amorim. No ano passado, Abdenur disse que a China não deveria ser vista como parceira, mas como concorrente. Na sessão do Senado, disse que foi um erro o reconhecimento da China como economia de mercado pelo governo brasileiro. “Eu digo agora que foi precipitado”, afirmou. A relação do Brasil com China, disse ele, deve levar em conta o desenvolvimento econômico, tecnológico e militar do país nos últimos anos.

Diego Casagrande - http://www.diegocasagrande.com.br

lucro dos bancos

Arquivado em: Notícias — hilltop @ 03:03
  • dinheiro dinheiro dinheiro
  • Lucro do BB, de R$ 6 bi, é recorde e maior do setor bancário - 28.02.07 - JB ONline - Postado no Blog do Noblat - O Banco do Brasil informou ontem que registrou lucro líquido de R$ 6,044 bilhões no ano passado, o que representa crescimento de 45,5% em relação a 2005. O resultado foi o melhor obtido entre os bancos brasileiros em 2006. Em seguida aparecem Bradesco (R$ 5,05 bilhões), Itaú (R$ 4,3 bilhões), Caixa Econômica Federal (R$ 2,39 bilhões), ABN-Amro (R$ 2 bilhões), Unibanco (R$ 1,75 bilhão) e Banespa (R$ 1,26 bilhão). Bradesco, Itaú e Unibanco, entretanto, tiveram seus resultados reduzidos pela amortização de ágio proveniente da aquisição de outras instituições financeiras adquiridas no exercício. Isso porque, ao comprar um rival, os bancos podem lançar como prejuízo em seus balanços o ágio pago nessa aquisição e, dessa forma, conseguir reduções substanciais no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido a serem recolhidos aos cofres da Receita Federal. O Banco do Brasil atribuiu o forte crescimento de seu lucro ao incremento de 30,8% em sua carteira de crédito no ano passado, um resultado bem acima da média obtida por outras instituições financeiras. O banco também informou que suas receitas com prestações de serviços cresceram 16,2% no ano passado, enquanto as despesas administrativas registraram um aumento de apenas 4,6%. O retorno sobre o patrimônio líquido do BB alcançou 32,1% e também superou a média brasileira. Folhapress.

28/05/2007

fósseis de primatas

Arquivado em: Notícias, História da Humanidade — hilltop @ 00:34

Na identificação de fósseis, as diferenças nos dentes pré-molares e molares entre os Hominoidea e os macacos do Velho Mundo são de grande significado, porque muitos fósseis de primatas são representados por dentes individuais ou por dentes em fragmentos do osso maxilar. Os macacos do Velho Mundo possuem molares inferiores ( M1 e, às vezes, M2 ) com quatro cúspides, uma em cada canto da coroa retangular. O par anterior de cúspides, assim como o par posterior, é conectado por uma crista. Desde o Mioceno, os molares inferiores dos Hominoidea têm coroas com cinco cúspides, mas nos seres humanos atuais ( embora não na maioria dos parentes fosseis ), este padrão é freqüentemente obscurecido por cremulações ou variações no numero de cúspides. Quando cinco cúspides aparecem, as ranhuras entre elas, geralmente, se parecem com a letra Y, abraçando a cúspide hipoconídio. Este padrão molar, chamado Y-5, persistiu entre os Hominoidea por mais de 20 milhões de anos.

As primeiras indicações das linhagens de Cercopithecoidea e de Hominoidea são fosseis de dentes e maxilas encontradas nos depósitos do Oligoceno, em Fayum ( Egito ), com aproximadamente 35 milhões de anos. Fosseis atribuídos ao gênero Propliopithecus e outros de estrutura similar, especialmente Aegyptopithecus, possuem caracteres ancestrais de ambos os clados de Catarrhini. Oligopithecus, que ocorre no mesmo deposito, possui caracteres derivados dos molares que sugerem que ele esteja próximo da linhagem que deu origem aos macacos Cercopithecoidea. Se esta hipótese estiver correta, a divisão entre os Cercopithecoidea e os Hominoidea, provavelmente, aconteceu próxima ao limite entre o Eoceno e o Oligoceno.

Durante o Mioceno, os Hominoidea ancestrais se diversificaram em um certo numero de tipos ecológicos e espalharam-se pelo Velho Mundo, incluindo a África, Europa e Ásia. Um gênero, Pliopithecus, possui um crânio como o dos gibões, mas seus esqueletos apedincular e do trono possuem membros anteriores e posteriores de comprimento quase igual. Ele não era tão especializado para a braquiação e vida arborícola como os gibões atuais ou os Oreopithecus, que surgiram um pouco depois. O Oreopithecus, um fóssil de primata da Itália, se assemelha aos gibões no seu esqueleto pós-craniano, mas possui um crânio menos especializado e seus dentes não apresentam a configuração Y-5. Assim, o Oreopithecus pode ser um macacão Cercopithecoidea ou um Hominoidea pré-Y-5 e deve ter sido muito parecido com os gibões atuais.

De grande interesse são os fósseis do Mioceno, diversamente referidos como Dryopithecidae e Sivapithecidae, que demonstram características dos grandes primatas e dos seres humanos. Estes primatas ocorreram amplamente através da Eurásia e África, tendo recebido vários nomes genéricos : Dryopithecus, Proconsul, Kenyapithecus, Otavipithecus, Sivapithecus e Ramapithecus ( Proconsul é geralmente sinonimizado com Dryopithecus e Ramapithecus, freqüentemente, é incluído em Sivapithecus, ilustrando os agrupamentos típicos de algumas áreas da paleontologia de primatas ). Eles são todos Hominoidea intimamente relacionados, mas as evidencias paleoclimáticas e paleofaunísticas sugerem que ocupavam uma vasta extensão de nichos ecológicos.

Alguns Dryopithecidae do Mioceno inferior viviam em áreas de florestas densas na África e, posteriormente, na Eurásia. Os Ranapithecinae posteriores apareceram, pela primeira vez, no registro fóssil datado de 17 milhões de anos atrás, durante o Mioceno, quando as áreas florestais densas do Velho Mundo estavam dando lugar a ambientes mistos constituídos de manchas de florestas, savanas e campos abertos. Os tipos de fósseis de mamíferos encontrados com os Ramapithecinae sugerem que estes primatas viveram nas margens das florestas e áreas abertas e conseguiam alimento de ambos os habitats. Se esta hipótese estiver correta, algumas linhagens de primatas poderiam estar evoluindo para um modo de locomoção terrestre e é entre as formas do Mioceno de 13 a 14 milhões de anos atrás ( como Kenyapithecus e Otavipithecus ), que se tem maior probabilidade de encontrar os ancestrais dos grandes primatas e dos seres humanos.

Os fósseis mais antigos, que mostram características dos grandes primatas e dos seres humanos, são alguns fragmentos de dentes e maxilas, datados do Mioceno, e encontrados nas colinas Siwalik, no Paquistão e na Índia; na ilha Maboko e em Fort Ternan, no Kenya; na Namíbia e em localidades da Europa e da China. Eles abrangem um enorme período de tempo, para fósseis de primatas, indo de cerca de 17 a 9 milhões de anos atrás. Às vezes, eles são chamados de “grandes primatas dos deuses” pois vários nomes são derivados dos nomes de deuses hindus. Sivapithecus e, o possivelmente congenérico, Ramapithecus são os mais conhecidos e foram contemporâneos de outras formas de Sivapithecidae do Mioceno. É amplamente aceito que estes são a provável linhagem ancestral da qual os grandes primatas evoluíram. A forma e o tamanho relativo dos dentes são mais semelhantes aos dos humanos do que aos dos grandes primatas, mas a fileira de dentes inferiores tem a forma de V, ao contrario dos grandes primatas ou dos seres humanos.

O tamanho dos dentes e das maxilas sugere que os animais tinham cerca de um metro de altura. A mudança drástica na dentição, com caninos reduzidos e molares densamente esmaltados, sugere, para alguns pesquisadores, que estes primatas se alimentavam de material que precisava ser triturado ( esmalte grosso ) e moído ( sem caninos que se travam para inibir os movimentos rotatórios de mastigação ). Embora muitos dos seus fosseis estejam associados a fosseis de ungulados que pastavam, indicando que estes primatas viveram em savanas e nas bordas de campos abertos, os dentes moedores desses fosseis são mais semelhantes, considerando-se os primatas atuais, àqueles de formas arborícolas que se alimentam de nozes e frutos duros. A conclusão, agora, parece ser a de que, por volta do Mioceno, populações de Hominoidea derivadas, na Ásia, Europa e África, estavam se aproximando das características apropriadas para os ancestrais dos grandes primatas e seres humanos. O parente atual mais próximo dos Sivapithecidae, especialmente dos Ramapithecus, parece ser o orangotango. Uma conclusão inevitável parece ser a de que , em numerosas características dentais e associadas ao crânio, os seres humanos retêm características ancestrais do nosso clado, enquanto as linhagens dos grandes primatas têm, cada uma, especializações derivadas únicas. Isto quer dizer que os grandes primatas evoluíram de uma linhagem mais parecida com a humana e não o contrario.

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27/05/2007

shakira_hilltop muse

Arquivado em: Zona Musical, One Sweet Day, Do Editor — hilltop @ 03:26
  • shakirashakirashakirashakirashakirashakira
  • cantora colombiana shakira
  • Onde está coração? / Ontem eu te procurei / Entre o solo, no céu e no meu céu / E não te encontrei / E posso pensar que fugiu de mim, / Porque no meu silêncio meu o coração / Me disse que sim / Onde está coração? / Vem regresse por mim, / Porque a vida se torna em um oito / Se não está aqui / E quero pensar, / Que não vai demorar, / Porque no planeta não existe / Mais ninguém que eu possa amar / Onde está coração? / Ontem eu te procurei / Onde está coração? / E não te encontrei / Onde está coração? / Saiu daqui / Buscando quem sabe / Que coisas tão longe de mim / E posso pensar / E volto a pensar / Que não vai demorar, / Porque no planeta não existe / Mais ninguém que eu possa amar /Onde está coração? / Ontem eu te procurei / Onde está coração? / E não te encontrei / Te procurei / No armário / No abecedário / Debaixo do carro / No negro e no branco / Nos livros de história / Nas revistas / E nas rádios / Te procurei pelas ruas / Pela tua mãe/ Nos quadros de Botero   / No meu cofre / Em duas mil religiões / Te procurei / Até nas minhas canções.

26/05/2007

não precisa

Arquivado em: Artigos — hilltop @ 22:23
Texto gentileza  do comentarista David Daniel Shmidt enviado em 26.05.07 - São Paulo - "Não precisa de ficha no caixa. Podem pegar os refrigerantes ali na geladeira de vidro." O bar na esquina da Major Quedinho serve o melhor sanduíche de pernil em São Paulo. A fome era grande, mas eu não queria entrar: estava apinhado de gente, por causa da Virada Cultural. Imaginei fila no caixa, espera no balcão. Surpresa: fizemos o pedido a um garçom exausto e gozador. O sanduíche veio rápido, repetimos e pagamos ali mesmo, na rua.  Nas padarias e bares do Brasil, os garçons parecem animadores culturais. Têm uma palavra diferente para cada freguês, o serviço é rápido, diferenciado (pão com manteiga na chapa -prensado ou não?).  Na Starbucks (café), são filas imensas. Atrás do caixa, uma moça negra luta com o computador, pede ajuda à supervisora, que olha espantada para o teclado. Depois, você pega um café aguado, muito quente, queima a mão e vai pôr açúcar e pegar uma colherzinha de plástico num balcão melado de café e açúcar. Custa uma fortuna.  No McDonald's, os atendentes fizeram curso para atendimento rápido e delicado, mas é coisa forçada e você tem que ficar na fila. Depois, come sanduíche carregado de gordura trans e senta numa mesa pequena e incômoda. McDonald's e Starbucks valem fortunas na Bolsa.  Os brasileiros mais jovens preferem fast food às coxinhas, empadas, churrasquinhos e mistos-quentes das padarias sempre próximas. Aprenderam a gostar, desde os anos 90, quando o Brasil começou a se "modernizar". Foram seduzidos pelas instalações modernas, pela novidade e pelo que viam nos filmes e na televisão.  Culinária não é arte. Mas a mesma coisa acontece no mundo da arte. A indústria cultural -o filme de entretenimento, a novela da televisão, o "reality show"-  gramofoneganha o espaço da música erudita, da música popular, do teatro de texto ou de criação coletiva, das congadas e do balé.  Gosto é gosto, e a política cultural não pode ter a pretensão de incentivar o bom gosto definido pela "elite branca" da academia ou dos museus. Ou pelos saudosistas do folclore e da arte regional. A política cultural deve apenas abrir espaço para todas as formas de arte que precisam de apoio -porque não dão lucro, porque não têm cacife para publicidade ou porque não conseguem furar a barreira da moda, o gosto da maioria.  Se fast food fosse uma forma de arte e a moda fosse o pão com manteiga, a política cultural deveria dar incentivo fiscal para o café aguado em copo de papel da Starbucks. Se não existisse legenda e o filme americano não fosse o gosto da maioria, a Lei Rouanet deveria financiar as legendas.  Há duas semanas, São Paulo passou a noite acordada na Virada Cultural promovida pela Prefeitura de São Paulo. Piano e muitos pianistas na praça Dom José Gaspar. Balé clássico e contemporâneo no vale do Anhangabaú. Música jovem, com luz estroboscópica no centro velho. Malabaristas no prédio da Light. E uma fila de dois quilômetros para entrar no Teatro Municipal.  No final de semana passado, o governo do Estado, com as prefeituras e o Sesc, fez uma virada em dez cidades do interior. Que ouviram a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), Beth Carvalho, o violonista Yamandu, o teatro Mágico, Arnaldo Antunes, o balé de São José. Foram 300 espetáculos. Teatros municipais ficaram cheios, as praças ficaram apinhadas de gente. Duzentas mil pessoas passaram a noite acordadas e continuaram na rua até as 18h de domingo. Tomaram posse da cidade e viram ou ouviram o que não costumam ver ou ouvir. Centenas de artistas viajaram de cá para lá e de lá para cá, exibindo-se para novas platéias. O centro foi para a periferia; a periferia, para o centro; a capital, para o interior; o erudito, para a rua; o popular, para o teatro municipal.  Fim de semana de arte, uma forma nova de ler o mundo, a vizinhança, as ansiedades e os desejos que nos movem durante a semana.  Fim de semana civilizado, onde todos se encontram na rua, sem medo, andando para lá e para cá, como nos quadros e fotos de cidades no início do século passado, quando havia poucos carros, as ruas pertenciam às pessoas e os crimes eram passionais. Civilizado pelo clima de confiança, não era necessário fazer fila no caixa.   Um prazer desconhecido para os cidadãos motorizados em carros de vidro fechado, modernos e apavorados. Uma oportunidade para centenas de artistas. Deu certo. No ano que vem, vamos fazer de novo.  

JOÃO SAYAD, 61, doutor em economia pela Universidade Yale (EUA) e professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, é secretário da Cultura do Estado de São Paulo. Foi secretário de Finanças e Desenvolvimento da prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy), secretário da Fazenda do Estado de São Paulo (governo Montoro) e ministro do Planejamento (governo Sarney).

judas iscariótis

Arquivado em: Notícias, História da Humanidade — hilltop @ 17:40
Judas Iscariótis - 20 de janeiro, 2006 - Assimina Vlahou de Roma - Manuscrito redescoberto pode reabilitar Judas - Judas, o homem que, por 30 moedas, entregou Jesus aos soldados que o crucificaram, não seria um traidor, mas sim um herói. Esta interpretação da história pode ganhar força graças a um antigo documento que só agora está sendo traduzido. Sua publicação, prevista para abril, já causa polêmicas e divide os católicos. O manuscrito, em copta, é do século quatro e foi descoberto nos anos 70, no Egito. Desde então passou por várias mãos e muitas aventuras, até chegar aos cofres da fundação Maecenas for Ancient Art (Mecenas para Arte Antiga, em tradução livre), de Basiléia, Suíça-atual proprietária, em sociedade com a National Geographic. O texto, mantido sob sigilo, está sendo traduzido para inglês, francês e alemão por Rudolph Kasser, considerado como o maior especialista em língua copta do mundo.ApócrifoQuanto ao conteúdo, segundo estudiosos que tiveram acesso à copia de alguns trechos, não há duvidas. O código transcreveria o "evangelho de Judas", um apócrifo do século um. Os evangelhos são a principal fonte de informações sobre Jesus Cristo. A igreja reconhece quatro, que define como canônicos: Mateus, João, Marcos e Lucas. Os apócrifos não têm autoridade canônica, mas influenciaram a interpretação da história e a maneira como ela foi reproduzida através da arte. Na opinião de alguns estudiosos, o documento poderá revolucionar o modo de entender a primeira fase do cristianismo. E dar uma nova imagem ao homem que traiu Jesus com um beijo. O "evangelho de Judas" teria sido escrito por membros da seita gnóstica cainita, um movimento religioso cristão que misturava misticismo e filosofia e influenciou grupos heréticos.Na visão dos cainitas, Judas Iscariotes teria seguido um desígnio divino e não podia fugir de seu destino. A traição faria parte do plano de Deus, era necessária, e sem ela não haveria salvação para os homens. A existência desse evangelho e sua interpretação da figura do apóstolo, considerado maldito, é comprovada por diversos autores, entre eles S. Irineu, no texto Contra as Heresias, escrito em 180. Segundo monsenhor Walter Brandmuller, presidente do Comitê de Ciências Históricas do Vaticano, os cainitas achavam que o mundo era expressão do mal. O bem existia apenas na dimensão transcendental. “Consideravam em modo positivo todas as figuras negativas das escrituras sagradas hebraicas e cristãs. Uma forma de oposição ao deus criador deste mundo, um deus mau, que ignorava o Deus verdadeiro", disse à BBC Brasil. Monsenhor Brandmuller nega, contudo, que o Vaticano esteja promovendo uma campanha para reabilitar Judas. O novo documento, que define como uma espécie de "ficção histórica", não deve provocar grandes mudanças, em sua opinião."Será um testemunho precioso para conhecer melhor o cristianismo primitivo", afirmou. Outros católicos consideram importante uma revisão da figura que acabou por se tornar sinônimo de traição e que ainda hoje é simbolicamente castigada, através da "malhação de Judas", no Sábado de Aleluia. Para São Lucas e São João, Judas traiu porque possuído pelo demônio. O escritor Vittorio Messori acredita que o manuscrito copta pode dar um impulso na reabilitação de Iscariotes. Segundo o autor de vários livros sobre a Igreja Católica e amiga de João Paulo II, esta revisão é necessária. Resolveria, segundo ele, um problema aberto de justiça e misericórdia de Jesus, que teria perdoado a covardia de Pedro, mas não a traição de Judas."No evangelho apócrifo, Judas se arrepende. Jesus o perdoa e manda para o deserto, fazer exercícios espirituais. Nos evangelhos canônicos ele se suicida. Não há sinal de perdão, apesar de Jesus ter ensinado a perdoar os próprios inimigos”, afirmou Messori para o jornal La Stampa.A idéia de um desígnio divino não é novidade, na avaliação de Alberto Mellone, professor de historia da Igreja Católica. "Esta interpretação faz parte de uma catequese difusa", disse para a BBC Brasil. Mellone descarta também que a figura de Judas tenha tido alguma influência no surgimento e enraizamento do Anti-semitismo. Alguns estudiosos defendem esta hipótese e acreditam que uma reabilitação da figura de Judas possa contribuir para o dialogo entre católicos e judeus. "O Anti-semitismo cristão nada tem a ver com Judas, mas com os sacerdotes de Israel. Baseou-se na acusação de assassinato de Jesus e não em sua delação", afirmou Alberto Mellone. 

invasores biológicos

Arquivado em: Notícias, Relativo a Ciência — hilltop @ 17:06

Invasores biológicos - Espécies perigosas dentro da nossa casa - Editado no jornal Correio da Manhã - Portugal - 07.01.07 - Por Isabel Ramos - Vêm de longe, crescem, reproduzem-se e vencem. São plantas e animais que – livres dos seus predadores naturais – ameaçam as espécies nativas. Toda amarelinha, a mimosa é linda. E ainda mais agressiva. Chegam de partes longínquas, quase sempre pela mão do Homem, e dão-se tão bem, multiplica-se de tal maneira, que ameaçam a sobrevivência de tudo o resto em volta. Podem ser plantas (como a mimosa, o jacinto-de-água ou o chorão-das-praias), animais (o lagostim-vermelho- da-Louisiana ou a gambúsia) e até microrganismos que provocam doenças (dos ulmeiros, por exemplo). Todos seguem a mesma estratégia: ocupar o território até torná-lo uniforme. São a versão biológica da globalização. Púrpura ou amarela é bonita a flor do chorão, originário da África do Sul e cultivado em Portugal para fixação de dunas e taludes. É porém uma beleza imperialista. Os chorões – no Cabo da Roca, em Sintra, ou nas Berlengas – formam extensos tapetes contínuos que substituem a vegetação nativa e a impedem de restabelecer-se. Como explica Elizabete Marchante, bióloga da Universidade de Coimbra, chama-se “invasoras” a estas espécies, pois “uma vez introduzidas, têm a capacidade de multiplicar-se sem a intervenção direta do Homem e com tal sucesso que ameaçam as espécies nativas, eliminando-as completamente em algumas situações”. Em regra, a intenção subjacente à introdução de uma espécie exótica é benigna. No século XIX, a mimosa, do gênero Acácia – nativa da Tasmânia, no Sudeste da Austrália – foi cultivada no Litoral e em parques naturais como espécie ornamental e para fixação dos solos. Hoje é, provavelmente, a espécie invasora mais agressiva em sistemas terrestres em Portugal Continental. Está em todo o lado, do Minho ao Algarve, e, como se não bastasse, a sua germinação é estimulada pelo fogo. (Veja o texto completo indo a "páginas".

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