Cume – Escalando Montanhas

30/11/2006

progresso evolutivo

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De Volta ao Gênesis – Richard Dawkins, excerto do livro The Ancestor's Tale – Publicado em The Guardian – É uma presunção depois de o fato enxergar a evolução dirigida a algum ponto final particular, como nós mesmos. Uma andorinha com interesse em história, compreensivelmente orgulhosa do vôo como evidentemente a maior realização da vida, poderia considerar a espécie das andorinhas – essas máquinas voadoras espetaculares com suas asas voltadas para trás, que ficam no ar durante um ano inteiro e até mesmo copulam em vôo livre – como o ápice do progresso evolutivo. Se elefantes pudessem escrever história eles poderiam retratar antas, musaranhos-elefante, focas-elefante e macacos probóscides [NT: todos os animais com espécies de trombas] como candidatos novatos ao longo da estrada no tronco principal da evolução, dando seus primeiros passos desajeitados, mas cada um deles – por alguma razão – nunca tendo sucesso completo: tão próximos, mas tão longe. Astrônomos elefantes poderiam desejar saber se, em algum outro mundo, existiriam formas de vida alienígenas que cruzaram o rubicão nasal e deram o pulo final à proboscitude plena. Nós não somos nem andorinhas nem elefantes, nós somos pessoas. Enquanto vagamos em imaginação por alguma era geológica morta há muito, é humanamente natural reservar um afeto e curiosidade especiais a espécies, do contrário ordinárias, que naquela paisagem antiga sejam nossas antepassadas (é estranhamente pouco familiar o pensamento de que sempre há uma espécie que seja nossa ancestral). É difícil negar nossa tentação humana de ver essa espécie como "na linha principal" da evolução, as outras como um elenco coadjuvante, de passagem, com aparições figurantes. Sem sucumbir a esse erro, há um modo de indulgir em um humanocentrismo legítimo e respeitando o decoro histórico. Esse modo é refazer nossa história de trás para frente. Veja o texto completo indo a "páginas".

as perdas

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As perdas da classe média – Editado no Jornal Estado de São Paulo-19.11.06- Para um segmento expressivo da sociedade brasileira, a política econômica adotada nos últimos anos tem sido particularmente nociva. Além dos resultados pífios que apresenta, com um ritmo muito lento de crescimento, essa política tem sido cruel para a classe média, pois a tributa excessivamente, comprime sua renda, corta seus empregos e, pior, corrói sua esperança de vida melhor. A reportagem de Fernando Dantas publicada domingo pelo Estado contém dados surpreendentes sobre as condições econômicas da classe média e exibe uma sombria realidade da qual pouco se fala, especialmente porque, durante a campanha eleitoral, o presidente Lula usou sua grande habilidade política para mantê-la afastada dos debates. Lula fartou-se de referir-se aos benefícios auferidos pelas camadas mais pobres da população – e os dados mostram que houve melhora para elas -, para daí extrair o maior número possível de votos, mas silenciou a respeito do preço que o modelo por ele colocado em prática impôs e está impondo a outros setores da sociedade. Veja o texto completo indo a "páginas".

29/11/2006

outra vez

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E lá vamos nós outra vez, mas para onde? Marcos Sá Correa* Editado no jornal estado de São Paulo -02.11.06 – Nas favelas de Nova Délhi, é mais negócio comprar um litro de leite do que um litro de água. O leite, pelo menos, não está controlado pela máfia de atravessadores, que sangra as tubulações da rede pública para vender no mercado negro o que o governo pretendia entregar de graça. O governo, por sinal, promete entregar a cada pessoa 40 litros por dia, senão nas favelas, aonde seus canos nem chegam, pelo menos no resto da cidade. Mas nem essa cota se cumpre. Ainda que os seus 40 litros já seja menos do que os 50 recomendados pelos padrões sanitários. E mal alcancem um décimo do mínimo per capita que se considera aceitável nos Estados Unidos. Lá, a conta começa em 400 litros diários. É por causa dessas diferenças que Mahesh Chaturvedi, como fazem seus vizinhos num bairro residencial de Nova Délhi, acorda às 4 horas da manhã para encher sua caixa. Senão, adeus banho. E ele é hidrologista. Deu aula em Harvard. Agora ensina ciências ambientais e engenharia no Instituto Indiano de Tecnologia. Integra a elite intelectual que seu país, em vez de esconder como fino extrato da injustiça social exibe como cacife nas apostas de crescimento econômico. Chaturvedi leva a sério a conversa de que, com pesquisa e cérebros, a Índia ainda acabará chegando à Lua. Mas também acredita que, com falta de água, não irá longe. Veja o texto completo indo a "páginas".

28/11/2006

april in paris

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louis louis armstrong

April in Paris – Louis Armstrong do CD: "Americans In Paris". Louis Armstrong é trompetista e cantor de jazz americano. É conhecido pelo pseudônimo de Satchmo. Quando criança e a viver em condições miseráveis, começa a cantar em locais públicos de Nova Orleans com alguns companheiros. Em 1917 ingressa numa orquestra, a de Kid Ory. A partir de então inicia uma carreira de continuados êxitos, primeiro no conjunto de King Oliver e depois no de Fletcher Henderson. Em 1925 forma o seu próprio grupo, chamado Hot Five. Nos anos 30 é o precursor da passagem do estilo polifônico tradicional de Nova Orleans para a preponderância do solista, característica esta das modernas correntes do jazz. Grava mais de uma centena de discos e intervém numa quinzena de filmes. Gravou três composições com Ella Fitzgerald: Ella and Louis, Ella and Louis Again e Porgy and Bess. Ouça armstrong indo ao hyperlink louis armstrong_april in paris

 

longe de ser

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BANDO DO BRASIL – Rodrigo Constantino é economista, formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC – por Rodrigo Constantino -18.11.06 – O Banco do Brasil divulgou seu resultado para o terceiro trimestre do ano. Nos últimos 12 meses, o banco acumulou um lucro de R$ 5,5 bilhões. Não dá para negar que de uns anos para cá o banco vem melhorando sua gestão, que era caótica no passado. De tempos em tempos, o governo era obrigado a injetar novo capital no banco, prestes a falir por mais de uma vez. Mas ele ainda está longe de ser um ícone de eficiência. E provavelmente jamais será enquanto for um banco estatal. O Tesouro Nacional detém mais de 70% das ações votantes do Banco do Brasil. Seus ativos ultrapassam R$ 280 bilhões, 35% acima do Itaú e 15% acima do Bradesco. Em primeiro lugar, uma incoerência clara da esquerda nos vem a mente: condenam os banqueiros pelos males do país ignorando que o maior de todos é o próprio governo! Somente motivos ideológicos ou interesses pérfidos explicam alguém ainda defender o Estado como banqueiro. Basta observar o que isso significou no passado, em termos de rombos bilionários bancados compulsoriamente pelos pagadores de impostos, para repudiar totalmente esta idéia estapafúrdia. Ainda assim, não são poucos que vociferam, sem argumentos, contra uma desejável privatização do Banco do Brasil. Veja o texto completo indo a "páginas".

27/11/2006

nau dos insensatos

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A bordo da nau dos insensatos – Vitor Hugo Soares – 21/10/2006 – Algumas imagens, episódios e declarações nesta semana de campanha eleitoral transmitem uma estranha sensação de retorno no tempo. O mais emblemático, talvez, por seu aspecto surreal digno de conto de Nelson Rodrigues ou de Cortázar, é o caso da publicitária adepta do presidente Lula, candidato do PT a reeleição, que teve um pedaço do anular arrancada a dentadas por uma jovem jornalista, partidária do candidato tucano, Geraldo Alckmin, em um bar de alta classe média do bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Ontem, mais de três dias depois da a nau dos mordida, a jornalista também fez juramento petista, na Folha de S. Paulo. Mas imaginem uma situação como essa em um bar do Pelourinho ou do Farol da Barra. Mesmo na Praia da Boa Viagem, de Recife, ou de Atalaia, na também nordestina Aracaju. Qual seria o tamanho da repercussão, se comparada com a aparente cortina de silêncio jogada pela mídia em geral sobre esta cena carioca, em período de tanta virulência política e sandices preconceituosas e moralismo de fachada, capazes de deixar no chinelo os velhos tempos da UDN. Na verdade, este e outro fatos, fotografias e falas de personagens políticos nos dias decisivos – desesperantes para alguns – que antecedem a votação nacional de 29 de outubro me fizeram recordar do filme "Nau dos Insensatos", de Stanley Kramer, uma realização em preto e branco lançada em janeiro de 1965, mas que vi empolgado pela primeira vez no Cine Liceu, de Salvador, em 66, começo dos anos loucos no Brasil. Veja o texto completo indo a "páginas".

26/11/2006

da atenção

Arquivar em: Artigos — hilltop @ 00:57

A Economia da Atenção. 06/10/2006 / Roberto Peres Angelelli – Imagine-se em pleno duelo de espadas, frente a frente com a Morte; neste exato momento você lembra daquele e-mail que estava esperando: “Será que chegou?”. Pronto, seu oponente, mais Atento ao momento Presente, lhe faz um buraco na barriga. Lutas de espadas, ou sabres de luz, estão novamente na moda, porém os “Jedi”, personagens da  darth vaderdarth vader Saga de Guerra nas Estrelas, aparentemente não têm este problema, pois contam com a Força, difícil de desenvolver, porém extremamente útil. Mas, o que é esta Força? A mim, parece algo semelhante à Atenção, num alto nível de desenvolvimento, e eles a utilizam para se Concentrar Plenamente e derrotar seus oponentes; mas, será que ela só serve para isto? Hoje em dia nós não temos que lutar com espadas; ou será que temos? Sempre que vejo estes filmes, me pego pensando: “Como seria bom poder contar com esta Força!”. Será que é possível desenvolver a Atenção, a ponto de reconhecê-la como uma manifestação desta Força? E se for possível, qual o valor desta “super” Atenção para a economia atual, a chamada, dentre outros nomes, de Economia do Conhecimento? Como Conhecimento só pode ser adquirido através da Atenção, parece, então, que o bem escasso que esta Economia deveria tratar de desenvolver é a Atenção e não o Conhecimento, ou mesmo a Informação, já tão abundantes. A Atenção é limitada dentro de cada um de nós e seu valor será tão maior quanto maior for o Conhecimento necessário para realizar as atividades do dia-a-dia. Veja o texto completo indo a "páginas".

25/11/2006

impunidade

Arquivar em: Do Editor, Textos Especiais — hilltop @ 22:36

O Brasil e a impunidade – Nas 20 grandes operações de combate à corrupção e ao crime organizado realizadas pela PF nos últimos quatro anos, 785 pessoas foram detidas. Destas, apenas 40 permanecem presas. Em apenas sete casos investigados já houve condenações. Os processos das demais operações se arrastam na Justiça ou no Ministério Público Federal. O total de prisões de lobistas, servidores públicos e empresários envolvidos em fraudes feitas pela PF em 241 operações desde 2003 chegou a 4.292. combate àA impunidade tem sido a tônica até em casos de condenação, porque a Justiça permite que o réu recorra da sentença em liberdade. Fica uma impressão forte, também, de uso da Polícia Federal como instrumento de propaganda eleitoral. Lula usou insistentemente na TV os grandes triunfos da PF, os quais vemos agora, não eram verdadeiros. A prisão de diretores de grandes empresas como a Daslu e a Schincariol, sem qualquer base jurídica, só serviu como marketing da PF e do governo. Os presos foram soltos em poucos dias. Veja a seguir, “indo a páginas”, um elenco de ocorrências de impunidades existentes aqui no Brasil.

24/11/2006

One Sweet Day

Arquivar em: One Sweet Day, Pausa Visual — hilltop @ 01:17

débora Vem correndo pros meus braços / Eu te peço, por favor / Não consigo ficar longe / Do seu colinho / Meu amor / Não vai adiantar fugir / Nosso destino Deus traçou / Vamos amar e permitir / Meu bem, o que passou, passou / Vem, estou esperando você / Pra gente fazer auê / Tome conta de mim do seu lado / Manda ver / Amar sem medo de ser feliz / Deixa o coração pedir bis / E quando Eva passar / Amor, vem correndo / Me amar. Veja outra imagem (ampliada) indo ao hyperlink    Ubbi_album hillTOP_08    e a seguir prima em "ingressar".

chan chan

Arquivar em: Forward for your love, Zona Musical — hilltop @ 00:56

compaycompay compay segundo

Compay Segundo, aos 95 anos de idade e 81 de carreira artística, dia 14 último, extinguiu o maior símbolo moderno da música tradicional de Cuba. Seu legado artístico é admirado em todo o mundo desde 1997, quando participou com destaque do grupo Buena Vista Social Club, gravou o disco homônimo e recebeu o prêmio Grammy, ao lado de veteranos artistas como Ibrahim Ferrer, Rubén Gonzalez, Eliades Ochoa, Omara Portuondo e Ry Cooder, agora chamados em Cuba de "os superavôs". Ouça compay indo ao hyperlink  chan chan_compaySegundo notasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotas

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